A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Apesar de todos os esforços por equidade, a realidade em torno da eficiência da política antidrogas brasileira permanece paradoxal e caótica. A Constituição Cidadã, alicerce da democracia brasileira, é uma utopia diante da falta competência dos detentores de poder em aplicar as leis. Desse modo, faz-se relevante a analise de duas vertentes fundamentais: o amadorismo pertinente e a lógica do Estado Mínimo.
          Circunscrita a essa realidade, o esfacelamento das bases socias e políticas, é evidente na proliferação das crises de representatividade em torno do amadorismo pertinente. Conceito este trabalhado por Sérgio Buarque de Holanda, que caracteriza uma sociedade formada por arranjos incompletos, que atacam as consequências e não as causas. Sendo feita analogia a dificuldade das autoridades em diferenciar usuários de traficantes, uma vez que a lei é aplicada de forma distinta entre os dois grupos. Infelizmente, essa é a realidade do Brasil, as democracias atuam pela lógica do imediatismo, conceito de Giddens. 
          No mesmo viés, o fato de o Brasil estar situado em uma região estratégica de rota de exportação e possuir um sistema falho de fiscalização, o narcotráfico cresce de forma rápida por todo território. Pode ser feita, então, analogia a ideia do Estado Mínimo, que oferece apenas o mínino e sem qualidade. Assim, as garantias estabelecidas pela Constituição Federal de 1988 não são cumpridas,  um exemplo é a falta de segurança que é dever do Estado assegurar a população. 
          Portanto, diante da falta de competência dos detentores de poder em aplicar a lei antidrogas, é necessário que o Estado em parceria com o poder legislativo, reformulem a lei antidrogas e procurem esclarecer todos os pontos que causam dúvidas na sua aplicação, desse modo a lei será aplicada de forma justa.