A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Desde a criação da Lei das Drogas no Brasil viu-se um grande avanço no processo antidrogas, com um projeto mais humanizado que visava a reabilitação do usuário e a busca pelo traficante.Porém,essa medida mesmo com as melhorias ainda não se mostrou suficiente para combater o tráfico. Nesse contexto, deve-se analisar como uma política voltada apenas para os microtraficantes e as falhas na educação social influenciam na problemática em questão. 
    A atual estratégia da polícia brasileira visa a apreensão dos traficantes, que muita das vezes não são os chefes do esquema maior do narcotráfico. Com isso, o Estado acaba por ter gastos excessivos e sem atingir o alvo principal que é o tráfico e seu mercado milionário, conforme pensa o doutor em direito penal Luiz Guilherme Paiva. Assim, em decorrência de a geratriz do problema não ser atingida, os índices de consumo se elevam e essa pratica continua a ser extremamente lucrativo para os criminosos.
     Além disso, nota-se, ainda, que a falta de uma educação voltada a percepção da conjuntura também é responsável pelo aumento de iniciantes no mundo das drogas. Isso acontece porque, no Brasil a educação é muito voltada para que o indivíduo tenha a capacidade de resolver problemas imediatos e com pouca reflexão, o contrário do que defendeu Paulo Freire na obra ''Pedagogia do oprimido'', que busca uma educação crítica e conscientizadora. Por consequência disso,a falta de criticidade leva a uma dificuldade em discernir as reais consequências de entrar para a dependência química. 
    Portanto,medidas são necessárias para solução do impasse.É essencial, primeiramente,que a Policia Federal desenvolva planos de combate as drogas baseando-se em países referência nesse assunto, juntamente a isso criar investigações que levem dos pequenos traficantes aos grandes. Ademais, o ministério da educação deve acrescentar palestras de sociologia e filosofia,que seriam ministradas por professores da área,nas escolas fundamentais e médias,para desenvolver a criticidade do cidadão.