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    Fitoplânctons
           É evidente na sociedade brasileira que, mesmo com as políticas governamentais de guerra às drogas, o seu uso permanece constante entre jovens e adultos. Nesse cenário, eclode a alternativa crescente de legalização do uso. Entretanto, tal solução vem sendo barrada, seja pelo entrave proporcionado pelos governantes; seja pela perpetuação de uma arcaica mentalidade social.
           Em primeiro lugar, vale ressaltar que, segundo Nietzsche, filósofo alemão, “a moralidade é a melhor regra para orientar a humanidade”. Destarte, valendo-se desse discurso moralista, muitos governantes encaram a problemática das drogas apenas sob a ótica do certo ou errado, aceitando a lei da proibição. Entretanto, segundo pesquisas, nos Estados Unidos, por exemplo, nos Estados onde ocorreu a legalização, pôde ser observado a diminuição do uso e maior aumento da reabilitação de viciados. Consequentemente, houve a diminuição do tráfico de drogas devido à queda de demanda.
           Ademais, segundo o sociólogo Émile Durkheim, “fato social é a maneira coletiva de agir e pensar”. Sendo assim, o fato social pode ser aprendido e perpetuado através das gerações. No que tange à questão das drogas, a sociedade continua vendando seus olhos para a problemática e transmitindo o legado de que a proibição é o correto a ser feito. Por conseguinte, o aumento de dependentes permanece constante.
           Infere-se, portanto, que a questão brasileira das drogas precisa ser debatida. Dessa forma, cabe aos governantes legalizar o uso de drogas e promover a melhora dos centros de reabilitação, através de maior capacitação dos profissionais da saúde, a fim de promover a oportunidade universalizada de recuperação. Outrossim, o Ministério da Saúde deve se posicionar oferecendo panfletos e campanhas midiáticas, alertando sobre os riscos de se tornar dependente, como forma de evitar o uso. Assim, como os fitoplânctons que se regeneram, o Brasil se curará desse mal.