A eficiência da política antidrogas brasileira

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    Desde o Iluminismo, compreende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a eficiência da política anti drogas, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo alto investimento nas invasões das favelas para o combate aos traficantes, seja pelo baixo investimento na educação. Nesse sentindo, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
        É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. No entanto, o grande investimento do governo nos traz sérios complicações. Como exemplo, foi a ocupação da Comunidade da Maré por forças militares que durou 14 meses e custou cerca de 1,7 milhões de reais ao Rio de Janeiro. Além disso, depois de várias violações de direitos humanos, os militares saíram e o local voltou a ser tão ou mais perigoso do que antes.
        Outrossim, destaca-se o baixo investimento no ensino pedagógico como impulsionador do obstáculo. De acordo com Immanuel Kant, "O ser humano é aquilo que a educação faz dele". Segundo essa linha de pensamento, observa-se que se o governo investisse seriamente na capacitação de professores e em cursos técnicos o ensino seria difundido nas áreas de maior pobreza, consequentemente os jovens teriam uma profissão, não precisando recorrer ao tráfico de drogas.    
          É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Segurança, junto ao setor de inteligência do exército, devem criar projetos antes da ocupação das comunidades, com intuito de prever o que o governo irá gastar antes e depois da invasão, promovendo menos desperdício do dinheiro público. Como já dito pelo ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, investimentos na formação de profissionais da educação entregando aos jovens conhecimento de qualidade, proporcionando-lhes uma profissão, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.