A eficiência da política antidrogas brasileira

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    A política antidrogas brasileira como conhecemos tem seu nascimento na constituição de 1988, não é recente, são 30 anos e em um mundo dinâmico com o do século XXI é muita coisa. A atual política de drogas visa combater o traficante e ajudar o usuário. Tal politica pura e simplesmente fracassou. 
       Mercado de drogas não possuí tal nome a toa, drogas seguem leis econômicas assim como carros, casas, bolas de futebol e armas. Drogas obedecem oferta e demanda, então enquanto existir demanda, haverá oferta. E esse mercado de drogas é o motor de toda uma sociedade do crime que envolve não apenas drogas, mas armas, roubos, tráfico humano, assassinatos, etc.
       A política de drogas brasileira falha no momento que ela tenta ir contra um mercado, e mercado não passa de ação humana. Não existe regulação estatal contra droga, existe combate a ela, porém o sistema que efetua esse combate é o mesmo que o alimenta, policiais corruptos, milicias e políticos, uma verdadeira afronta contra a lógica. Tal política só cria uma guerra que dura anos e já vitimou milhares de pessoas, entre elas policiais e civis. Não importa quão grande será a pena de prisão, ou quantas pessoas irão morrer se o lucro das drogas será enorme. Se a politica antidrogas continuar, o viciado tem que deixar de ser tratado como doente e ser tratado com cúmplice, pois é ele que financia essa guerra.
       A melhor solução para a politica antidrogas é ela deixar de existir, deixar as drogas serem vendidas livremente e sem impostos abusivos, ou os traficantes continuarão existindo. O código penal tem que parar de criminalizar o uso de drogas e criminalizar o crime feito para uso de drogas, deixando a pena para usuários de drogas maior que para não usuários. Drogas tem que ser tratadas como cigarro ou álcool, o Estado não tem capacidade e não terá tão cedo capacidade para controlar as drogas, o Estado deve apenas vigiar o comércio, conscientizar dos riscos e arrecadar em cima, é tudo o que o Estado pode fazer.