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    Émile Durkheim, sociólogo francês, afirmava que em uma solidariedade orgânica,para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorresse uma patologia social.No entanto,percebe-se que essa tese não vem sendo efetivada, visto que ainda persiste o assédio sexual no Brasil. Isso ocorre porque há não só a negligência do Estado ,mas também devido ao preconceito enraizado na sociedade aliado à baixa participação das escolas e famílias. 
           Em primeiro lugar, ressalta-se que o Estado tem uma participação fundamental no que diz respeito à perpetuação do assédio sexual no país. Um dos fatores que comprovam essa realidade é a baixa rigorosidade da punição aos criminosos. Por saberem que praticamente não serão punidos,é recorrente a utilização de piadas , cantadas e  brincadeiras maldosas. Isso é o que constata a pesquisa realizada pela Campanha Chega de Fiu Fiu, a qual também relata que 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem permissão publicamente.Essa epidemia também atingiu os países desenvolvidos,como os   EUA, onde até mesmo  o produtor de Hollywood ,Harvey Weinstein, foi acusado por várias atrizes de assédio.Contudo, diferentemente do Brasil, onde os mais ricos são "blindados", esse acusado será punido.
           Outrossim, é importante frisar que o preconceito enraizado na sociedade aliado a ínfima  atuação de escolas e famílias contribuiu para o sofrimento de milhares de mulheres. O machismo, herdado do período colonial,  por exemplo, infelizmente ainda persiste,contribuindo para encorajar quem pratica o assédio sexual. Ademais, é válido expor a tese do célebre educador Paulo freire, o qual dizia que "se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Nesse sentido, se a atuação em conjunto das escolas e famílias não fortalecer as teses de que se deve respeitar o próximo e  denunciar os assediadores,  a sociedade não mudará.
         Evidencia-se,portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Nesse contexto, cabe ao Estado, na figura do Legislativo, criar leis mais rígidas que não apenas endureçam as punições aos criminosos por assédio, bem como ampliem as delegacias femininas, para que haja maior número de denúncia. Some-se a isso a colaboração tanto das famílias quanto das instituições de ensino , por meio de palestras,diálogos e distribuição de cartilhas educativas, acerca de ensinar desde cedo a prática do respeito e a identificação do assédio,com o intuito de que o cidadão possa está preparado para lidar com esses casos. Por fim, é imprescindível que a Mídia atue informando a sociedade mediante novelas , filmes , rede sociais e propagandas, sobre a penalidade que será dada a quem cometê-lo. Só assim essa patologia social será dirimida da sociedade.