Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

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    Propagação de igualdade
            O assédio sexual caracteriza-se por um contato íntimo sem que haja permissão. Lamentavelmente, essa prática é normal no Brasil e até em países com elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a Noruega - nação com altíssimo IDH - registra 151 casos de assédio sexual por ano. Número considerado alto para um país de pequena população. 
                       Fica evidente que esse problema não atinge somente a "Terra Tupiniquim". Isso mostra que a "aldeia global" ainda não se sensibilizou e não se conscientizou contra o machismo. Existe um pensamento mundial de que o homem necessita ser mais valorizado do que a mulher. É essa cultura que deturba a sociedade do globo terrestre. Tristemente, isso faz o gênero masculino pensar que pode tratar a mulher como objeto. Freud, o pai da psicanalise, relatava que "o pensamento é o ensaio para a ação". Desse modo, quando alguém tiver em sua mente essa ideia de objetificação da mulher, colocará-la em prática. 
                    Diante dessa triste perspectiva, precisa-se modificar esse pensamento equivocado construído pela sociedade patriarcal desde os primórdios. Consoante o sociólogo Betinho, "um país não muda pela sua economia, sua   política e nem mesmo sua ciência, mas pela sua cultura". Não é fácil modificar uma concepção adquirida milenarmente. Para resolver esse problema, a imprensa pode ser utilizada. A mídia alemã na década de 20 construiu a imagem de eugenia para o povo dessa nação. Se um país pode construir uma ideia destrutiva utilizando a imprensa, poderia também o mundo conceber um pensamento de que o homem e a mulher são iguais, utilizando-se dos meios de comunicações.
                    As nações, portanto, deveriam realizar congressos mundiais para discutir essa problemática e precisariam propor o uso da mídia em seus respectivos países para a adesão dessa campanha de igualdade do homem e da mulher. Desse modo, adultos absorveriam esse pensamento e repassariam para seus filhos. O melhor mecanismo de absorção é o exemplo, ou seja, o pai deveria tratar sua cônjuge e todas as mulheres de forma igualitária, transmitindo esse legado a sua descendência. Além disso, as escolas e as Secretarias de Educação de cada município precisam realizar palestras e teatros que mostrem o homem e a mulher em estado de igualdade. Isso é importante, pois a ética aristotélica afirma que ninguém nasce ético, mas que valores são aprendidos pela repetição. Ou seja, quando alunos veem exemplos positivos no colégio e na família, acabam absorvendo essa ideia e a repassam para outros indivíduos.Isso permitiria a propagação desse ideal e atenuaria o assédio sexual no mundo.