Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

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    Há muito tempo a violência sexual é um problema no mundo, ela é consequência do machismo que perpetua na sociedade. Essa enraização do patriarcalismo gerou um determinismo biológico que inferioriza o sexo feminino. 
     De acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna-se. Sob tal ótica, os comportamentos das mulheres são induzidos pelo meio social, já que a masculidade sempre foi valorizada e a visão de que o feminino é apenas um objeto domiciliar se fortalece à cada dia. Por conta disso, os índices criminais são recorrentes e a luta contra isso se torna complexa por conta da força dessa cultura masculina. Além disso, existe um desprezo pelo direito ao próximo, advinda de cantadas em lugares públicos e até assédios.
     Segundo uma pesquisa mundial realizada pelo Instituto Ipsos, o assédio e a violência são percebidos como os maiores problemas enfrentados pela população feminina. A maioria das mulheres já foram agredidas, ora sexual, ora física, ora psicológica e essas agressões deixam as vítimas abaladas por toda a vida, elas são marcadas pela cultura machista. Esses acontecimentos se tornaram combustíveis para os movimentos sociais, como o feminismo que luta pela igualdade entre gênero e busca a diminuição desses crimes. 
     Fica evidente, portanto, que esse crime não é uma novidade social, é uma bagagem trazida por gerações e que os meios existentes são ineficazes para combater esse mal. Contudo, cabe aos países elaborar propostas que visam combater o assédio sexual, intensificando as leis. Mas também seria de extrema importância as instituições sociais como as escolas, promoverem palestras e debates com psicólogos, sociólogos e líderes do movimento feminista para a conscientização dos alunos, para que assim desconstrua as ideologias machistas e conservadoras, pois com uma base educacional fortalecida, o respeito ao próximo se torna uma consequência.