Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

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    Durante toda a Idade Média predominou a política de Aristóteles, a qual pregava que a mulher, por sua graça, deveria ficar calada e cuidando dos afazeres do lar, e hoje, séculos após a Idade das Trevas, é possível dizer que nem tudo mudou. Diante disso, é comum ver notícias de assédios e abusos sexuais contra mulheres no ambiente de trabalho, transporte público e nas ruas. Dessa forma, as mulheres sentem-se constantemente inseguras, devido ao machismo enraizado na sociedade.
      Em uma primeira análise, tomando como base o expoente iluminista Isaac Newton, é possível adotar sua 3ª lei - ação e reação- para correlacionar aos mecanismos de causa e consequência do assédio sexual. Nesse sentido, como causas pode-se notar a impunidade nos casos de assédio denunciados, o medo das mulheres na hora de prestar queixa -muitas vezes os assediadores são seus chefes- e o machismo que insiste em ser praticado, mesmo com o artigo 5° da Constituição de 1988 garantindo igualdade.
      Outrossim, em segunda análise hão de ser analisadas as consequências inferidas ao problema central, como o aumento diário de casos de assédio, o trauma psicológico sofrido pelas vítimas e a intensificação de uma cultura na qual o homem acha que tem direito sobre o corpo da mulher. Diante de tais causas e consequências, ocorre o desequilíbrio do mecanismo social baseado na 3ª Lei de Newton.
      Nesse ínterim, torna-se evidente que reduzir os casos de assédios sexual apresenta entraves que necessitam ser revertidos. É essencial. portanto, que o Poder Legislativo crie leis e punições mais severas quanto ao crime de assédio sexual, a fim de minimizar o índice de casos. Ademais, cabe à sociedade respeitar igualmente todo e qualquer cidadão e, além disso, garantir a segurança das mulheres, denunciando e incentivando-as a denunciar os crimes de assédio sexual. Destarte, busca-se mitigar, ou ate eliminar, a problemática e atingir o equilíbrio do mecanismo social dito por Newton.