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    No Brasil, o assédio sexual ainda é um componente atual na sociedade. Nesse cenário, é possível notar que a banalização dessa violência é sustentada pelo patriarcalismo dominante da população. Somado a isso, figura um Estado indiferente e relapso que, ao cumprir suas obrigações, mostra-se negligente e omisso.
          Segundo estudo da Datafolha, cerca de 42% das mulheres e 56% de jovens e adolescente já sofreram assédio sexual no Brasil. Esses dados são  o reflexo de uma longa jornada de opressão e machismo, que protagoniza a mulher como responsável por motivar os desejos masculinos. Devido a essa concepção da sociedade, é comum que homens sintam-se livre para ofender  e até tocar em mulheres, sem o consentimento dessas, tornando essa violência trivial.
          Outrossim, segundo dados divulgados pelo IPEA, apenas 11% dos casos de assédio foram registrados em delegacias no ano de 2016. Esse valor irrisório está vinculado ao silêncio das vítimas, motivados por medo de represálias, insegurança e sensação de impunidade. Nesse sentido, o Governo contribui para agravar o quadro, à medida que não estabelece posicionamento efetivo e político de contenção contra os assédio.
          Fica clara, portanto, a intervenção do Estado no combate aos assédios, por meio de campanhas midiáticas que incentivem a denúncia das mulheres oferecendo segurança e punição adequada aos agressores. Já às escolas e comunidades, cabe a realização de ações educativas a fim de suprimir a idealização machista da sociedade brasileira. Dessa maneira, com o apoio do Governo e da população, será possível transformar a perspectiva do país.