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    Belas,respeitadas e do bar
      No século XIX, o Romantismo transmitia, pela representação de personagens literários,uma conduta de submissão feminina que compactuava com os valores morais da época. Nos dias atuais, a escritora Chimamanda Adichie alega que o problema do gênero consiste em descrever como devemos ser, em vez de reconhecer quem somos,o que comprova um modelo arcaico enraizado na sociedade. Nesse sentido, a cultura de assédio no Brasil é fruto de reflexos históricos e, para garantir o respeito e liberdade á mulher, intervenções são nescessárias.
      Primeiramente, uma das causas dos assédios é a visão machista sobre a conduta feminina. Mesmo que o Feminismo tenha assegurado maior autonomia política e social á mulher,o patriarcalismo ainda a subjulga pela sua vestimenta, direito de ir e vir, e empoderamento. Desse modo, os ideais conservadores se sobrepõem á realidade. Em 2016, a revista Veja entrevistou a esposa do vice-presidente Michel Temer, em uma reportagem institulada "bela,recatada e do lar", tal chamada unifica o papel da mulher, pois o machismo justifica que aquelas que fujam a esse padrão ao usarem roupas curtas e saírem desacompanhadas estão propícias ao abuso.
      Além disso, há hoje a banalização do assédio, e as redes sociais se tornaram uma ferramenta para tentar combatê-lo. Nas ruas, festas,trabalho e até dentro da própria casa as cantadas, puxadas no cabelo e as tentativas de reprimir a vítima á violência sexual são ações que se neutralizam, já que acontecem cotidianamente na vida de muitas mulheres.Para engajar jovens e adultos contra a sensação de impunidade,campanhas virtuais como "Meu primeiro assédio", "Me avisa quando chegar",e "Vamos juntas?" percorrem o facebook e o twitter a fim de denunciar as opressões vividas, trocar experiências e atrair atenção da mídia e das pessoas para conterem esse mal.
      Portanto, a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira. A fim de alterar o olhar machista, debates e aulas de conscientização as crianças nas escolas fomentarão o repeito aos direitos da mulher. Ademais, os meios de comunicação, com impacto apelativo, devem transmitir noticiários sobre a equidade de gêneros e problematizar a banalização do abuso, induzindo a reflexão e mudança na conduta dos indivíduos.O Governo, ainda, sendo mais punitivo nas leis contra essa situação garantirá o reconhecimento da liberdade feminina, como anseia chimamanda.