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    Segundo a filósofa francesa Simone Beauvoir: Não se nasce mulher, torna-se. Ou seja, não há nada da biologia feminina que determina sua inferioridade frente aos homens. Entretanto, em pleno século XXI é notório os desafios para reduzir os casos de assédio sexual onde é resultado do machismo, muitas vezes imposto na infância. Diante desse contexto, deve-se analisar como o fator cultural e a mídia contribuem para esses desafios no Brasil.
      O fator cultural é o principal responsável pelos desafios na redução de casos de assédio sexual no país. Em vista, a objetificação das mulheres, muitas vezes vem desde a infância quando essa é submetida a realização de atividades doméstica e a reprodução, adequando-se  ao conceito de "sexo frágil". Porém, desde o século XVII tem-se a história da guerreira Dandara que contrária o conceito de fragilidade, umas vez que foi líder do exército de mulheres do quilombo dos Palmares. Consequentemente, Dandara é um grande exemplo de empoderamento feminino desde muitos anos, porém é uma protagonista esquecida nas escolas pois não sem tem devida valorização destes personagens no ensino.
      Outrossim, a mídia também é responsável pelos desafios de reduzir os casos de assédio sexual. Isso porque, muitas das vezes, a mulher é objetificada nas emissoras de TVS. Um exemplo disso, são as propagandas do comercial de cerveja que associam a mulher ao objeto sexual, ou seja, sempre dita com um padrão de beleza exuberante para atingir o público alvo. Consequentemente, há banalização do papel da mulher dita pela mídia como uma representação do prazer no que intensifica ainda mais os casos de assédio sexual na sociedade brasileira que segundo IPEA aproximadamente 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem consentimento da vítima.  
      Fica claro, portanto, que o aspecto cultural e a mídia contribuem para vulnerabilidade da mulher na sociedade.Em razão disso, o Ministério da Educação em parceria com pedagogos, devem nas escolas incluir na carga horária do aluno junto a disciplina de história, a importância de debaterem grandes personagens femininos no ensino para intensificar o empoderamento desde cedo a criança em formação. Ademais, o governo deve através dos meios de comunicação, em parceria com empresas privadas, por meio de incentivos fiscais, enaltecer a mulher através de propagandas realizadas sem esteriótipos e a importância de denunciarem casos de assédio sexual. Assim, acredita-se que as mulheres terá seus direitos respeitados.