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    Na idade média, a mulher era tida como um inferior e o seu papel era o de reprodução e satisfação dos prazeres dos homens. Atualmente, a sociedade ainda concentra resquícios desse patriarcalismo, pois indivíduos do sexo feminino sofrem casos de assédio. Essa problemática ocorre devido à ausência de fiscalização das leis e à cultura machista e permissiva. Dessa forma, faz-se necessário promover discussões sobre o tema que objetivem uma solução.
           Primeiramente, existem duas leis que punem os praticantes de assédio: o artigo 24 do código penal e a lei 10224 de 2001. Entretanto, não há monitoramento adequado para reprimir possíveis casos, sejam no trabalho, na rua ou até mesmo em residências. Sendo assim, isso contribui para um aumento de mulheres contrangidas e assediadas nos mais diversos ambientes.
                Além disso, em pleno século XXI, há uma cultura na qual o homem se permite utilizar dos meios possíveis para importunar jovens do sexo feminino e isso é permitido por ela, muitas vezes com medo de uma consequente repressão. De acordo com o filósofo francês, Emile Durkheim,a sociedade impõe aos cidadãos os chamados fatos sociais,comportamentos obrigatórios, que devem ser postos em prática, sob pena de preconceito. Isso ocorre, por exemplo, com indivíduos masculinos que, pressionados pela comunidade, praticam atos de assédio sexual para serem aceitos socialmente.
          Pode-se perceber, portanto, que mulheres ainda são vítimas do machismo na sociedade atual. Logo, torna-se imperativo que o Ministério da Educação promova palestras nas escolas com psicólogos, psiquiatras e neurologistas para discutirem os efeitos do assédio no cérebro e no cotidiano das vítimas. Ademais, a comunidade deve cobrar por melhorias na fiscalização das leis desse crime,bem como maior rigidez na pena. Por fim, a objetificação feminina da idade média não deve ser repetida, pois com novas ações objetiva-se alcançar a caminhos diferentes.