Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

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    Assédio Sexual: Paralisia dos Progressos Sociais
    
          Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a problemática do crescente número de assédios no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria, mas não desejavelmente na prática, e a problemática persiste ligada à realidade do país, seja pelo machismo presente na sociedade, seja pelo não cumprimento das legislações já formuladas. Nesse sentido, convém a análise das principais consequências de tal postura vigente para a sociedade.
          Em primeira análise, é indubitável que o grande número de assédios sofridos pelas mulheres possui causas históricas, haja vista que, desde os primórdios, era vedado à elas o direito de ir e vir, acentuando a ideologia machista vigorante hoje na sociedade. Nesse ínterim, é notório que o assédio, em grande parte acometido por homens, é resultado da educação patriarcal vigente desde a formação do Brasil, a qual repudiava o empoderamento da mulher, e hoje faz-se presente na realidade de centenas de mulheres brasileiras.
    
          Outrossim, o constante assédio sofrido pela figura feminina é estimulado pelo não cumprimento das legislações que visam proteger as mulheres. Tais fatos revelam, constantemente, as falhas no poder executivo e judiciário e nos seus ideais de justiça e igualdade social. Além disso, a problemática do assédio é cultural, visto que não existe a análise judicial e psicológica do que determinadas situações podem causar na vítima, e algumas ações são naturalizadas como sendo normais. Segundo Thomas Hobbes, a intervenção estatal é necessária como forma de proteção dos indivíduos de maneira eficaz, sobretudo das vítimas históricas da exclusão e da violência em suas diferentes faces: as mulheres.
    
         Destarte, diretrizes formuladas em favor do fim do assédio sexual precisam ser respeitadas. Dessa maneira, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da educação, deve levar o conhecimento acerca do assédio em suas diferentes faces e suas consequências para as vítimas às escolas de nível básico. Isso poderá ser feito por meio de palestras com policiais e psicólogos, a fim de problematizar tal fato social e comprovar a veracidade da frase de Hellen Keller de que "o resultado mais sublime da educação é a tolerância". Ademais, a mídia, por meio do seu elevado poder de persuasão, deve promover documentários em horário nobre que relatem a responsabilidade de toda a comunidade nos momentos de denúncia, utilizando linguagem de fácil compreensão. Assim, os ideais iluministas serão postos em prática e o padrão de "ordem e progresso" defendido na bandeira nacional ampliará seu campo de atuação.