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    Os casos de assédio sexual são recorrentes desde a antiguidade, quando já havia a ideia de supremacia masculina e a mulher era vista como objeto, não só sexual, como também de direito do homem. Tal fato torna-se um grande desafio, pois prega a inferiorização da mulher e há, muitas vezes, a aceitação da sociedade, o que dificulta o combate do problema. 
          Em primeira instância, é necessário analisar a desumanização da mulher quando é submetida ao assédio sexual. Os sentimentos e os direitos das mulheres são completamente ignorados quando sofrem o assédio, são vistas como meros objetos e tem sua liberdade desrespeitada, passando por situações de total constrangimento. Com isso, elas se sentem inseguras, principalmente quando o agente do assédio faz ameaças para que a vítima não conte o fato para ninguém. Assim, ficam desencorajadas a denunciar o ato e podem acabar sofrendo outras vezes com o assédio. Tal situação pode ser comprovada a partir dos dados do Instituto Datafolha, de que 42% das mulheres brasileiras já sofreram assédio sexual, porém 71% delas não denunciaram o caso.
          Porém, quando as mulheres denunciam casos de abuso  sexual, muitas vezes, não são vistas pela sociedade como vítimas, mas sim como provocadoras do assédio. Quando a culpa passa do autor para a mulher, o abuso deixa de ser visto como um crime e a sociedade acredita em um acontecimento que a vítima merecia. Isso é justificado com a desculpa de que a mulher vestia-se de forma indecente, pela visão da sociedade, na hora do crime ou falou algo que parecia que queria ser abusada, julgamentos totalmente injustos e que desanimam mais ainda as mulheres em denunciarem, por medo  de passarem por maior constrangimento. Em resposta a esse fato, grupos feministas fazem constantemente campanhas nas redes sócias como "Chega de fiu-fiu", que visam apoiar mulheres vítimas de assédio e compartilhar experiências. 
          Portanto, medidas se fazem necessárias para solucionar o problema do assédio sexual. A princípio, o Ministério da Segurança Pública junto com a Polícia Militar, devem garantir a integridade da mulher sem julgá-la por qualquer motivo, aplicando punição exemplar ao abusador e garantindo com rigidez a não aproximação do mesmo à vítima. Além disso, Organizações Não Governamentais (ONGs) com a mídia, devem apoiar e incentivar mulheres a denunciar crimes de assédio, através de campanhas, para diminuir os acontecimentos. Dessa forma, casos de abuso serão diminuídos e devidamente punidos.