Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

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    Ao final da década de 70, após os ''Anos de Chumbo'' do regime ditatorial, é inaugurada a imprensa feminista brasileira. Os novos jornais e folhetins expõem em duas páginas os movimentos e ideais de interesse do público feminino, trazendo à tona entre suas discussões, pioneiramente, a equiparação social e de direitos e, substancialmente, o assédio sexual e sua criminalização. Décadas após a expansão do movimento e sua forte adesão, o assédio, apesar de criminalizado, ainda é presente em várias vertentes. O assédio no ambiente de trabalho, as falhas das redes em o coibir e as campanhas de conscientização ilustram alguns dos desafios para a redução de casos de assédio no Brasil.
        Em primeira instância, destaca-se o assédio moral e sexual sofrido principalmente por mulheres em seu local de trabalho. A entrada massiva dessas no mercado se deu a partir da década de 30. Nesse cenário, a prática surge como forma de hostilização e de imposição de um ambiente tido como masculino, elas não sendo, dessa forma, bem vindas. Com o passar dos anos, o ato ainda predomina, principalmente decorrente de hierarquias, com a presença de chantagens, insinuações, violação da liberdade, ameaças de demissão e difamação para futuros contratadores, como coibição às acusações.
       Ao mesmo modo, os crimes sexuais expandem-se juntamente com os avanços tecnológicos. A ampliação da internet revolucionou a vida da população mundial, trazendo tanto benefícios quanto malefícios. Escondidos atrás do anonimato garantido por perfis falsos, os assediadores entram em ação com uma conduta inadequada aproveitando-se das falhas nas diretrizes de denúncia. Os comentários e fotos abusivos e ofensivos publicados, somente são analisados e investigados após atingir um número de delações estabelecido, não tendo maior relevância a queixa da vítima e seu constrangimento. 
        No entanto, na tentativa de conter os atos e incentivar as denúncias surgem as ações e movimentos midiáticos. Recentemente, utilizando-se de exemplos ocorridos em seu próprio meio de atuação, jornalistas esportivas de várias emissoras se uniram na formulação da campanha ''Deixa Ela Trabalhar'', que expõe os casos aos quais são submetidas em ambientas maioritariamente masculinos, e com o intuito de conscientizar perante os casos de assédio e dar voz ativa as diversas vítimas.
         As infrações sexuais ocorrem em diversas vertentes atingindo cada vez mais pessoas. Vê-se necessário, portanto, a expansão da facilitação das delações, além da garantia de proteção ao sujeito atingido. As direções de redes sociais devem, com a contribuição do governo federal, visando coibir, aumentarem o número de funcionários responsáveis pela análise da denunciação, não sendo essa feita apenas com grandes montantes. Bem como, o aumento de fóruns de ajuda online, para o aconselhamento e, dependendo do caso, direcionamento direto para a tomada de providências.