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    A violência naturalizada 
         No filme, lançado pela Netflix, denominado A barraca do beijo, umas das personagens é assediada por conta da sua vestimenta, sendo punida pelo diretor, que vê o fato ocorrido como explicável. Quando se observa os casos de assédio sexual, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esta constatação está intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela visão machista sobre o corpo feminino, seja pela ineficácia das leis existentes, quando se trata dessa violência. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, bem como a necessidade de compactuar tais atos como criminosos.
         É indubitável, que ao longo da história do ser humano, os homens sempre tiveram papeis centrais na tomada de decisões da sociedade, fazendo com que esses ocupassem os mais diversos espaços e assumindo debates que, sobretudo, diziam respeito as mulheres, formando-se a sociedade patriarcal.Segundo essa ideologia, o homem tomaria decisões dispondo a mulher ao seu domínio. Reflexo de tais ideais, atualmente, muitas vezes, a mulher é vista  como objeto de dominação masculina, o que é reafirmado por uma pesquisa realizada pela campanha Chega de Fiu Fiu, demonstrando que 85% das mulheres entrevistadas dizem ser vítimas do assédio sexual nas ruas ou no trabalho.
        Outrossim, apesar de haver leis existentes e delegacias que buscam atender a mulher, o índice de violência desses casos é crescente, haja visto, o escasso conhecimento dos indivíduos que não vêem tais ações como criminosas e cabíveis de penas. É, ainda aceito socialmente por muitos, que as práticas de assédio sexual seriam  um elogio do homem para com a mulher, pensamento esse, compartilhado muitas vezes, pelas vítimas, que por não reconhecerem o assédio como prática criminosa, ficam caladas, permitindo ao agressor dar continuidade ao crime com possíveis outras vítimas. 
         Destarte, o Governo Federal deverá criar campanhas midiáticas na rede nacional de televisões, rádio e internet, promovendo tal violência como crime e as devidas formas de se realizar as denúncias juntamente as delegacias e se necessário no Ministério Público do Trabalho, bem como a devida importância das denúncias para amenização das práticas, garantindo assim o cumprimento da lei. A posteriori, cabe as vítimas denunciarem o ocorrido junto aos entes já citados, a fim de evitar que as práticas eventualmente voltem a ocorrer. Dessa forma, fará-se um progresso para amenizar-se as práticas naturalizadas como aceitas e o pleno direito da mulher garantido.