Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

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    Segundo a filósofa alemã Hannah Arendt em "A banalidade do mal", o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro e cotidiano. Sob essa ótica, ao observar-se os diversos problemas no tocante ao assédio sexual ,no Brasil, percebe-se que o pensamento de Hannah é constatado tanto na teoria quanto na prática, e a problemática segue intrínseca à realidade do país. Nesse sentido, convém uma análise de como o medo de denunciar por conta do amedronte , bem como a impunidade colaboram para o impasse.    É indubitável que o receio em denunciar esteja entre as causas do problema. Segundo dados do G1, 67% das vítimas alegaram, a princípio, terem apreensão de explanar os infratores. Isso ocorre devido à fobia das possíveis consequências(ameaças de morte,por exemplo) feitas pelos transgressores caso a queixa venha a ser efetuada. Por consequência, os infratores aproveitam-se da situação de apavoro dos sofrentes e continuam praticando o male. 
         Outrossim, a impunidade também é um fator alarmante. Devido à falta de leis que punam mais severamente os meliantes, estes abusam de um cenário no qual uma lei branda prevalece. Prova desse pensamento, está em uma matéria divulgada pelo Jornal da Record , na qual um acusado de impertinência sexual foi solto poucas horas depois de sua prisão, vindo a cometer o mesmo crime logo em seguida. Por conseguinte, as taxas dessa barbárie continuam a aumentar em um fluxo constante e preocupante.             Nesse contexto, portanto, medidas sao necessárias para resolver o problema. Destarte, a Policia Civil deve criar uma ouvidoria pública online, a fim de dar às vítimas um meio de denunciar e ,ainda assim, preservar sua integridade. Ademais, o Congresso Nacional deve discutir uma Proposta de Emenda Constitucional que puna mais severamente os causadores do transtorno, com o intuito de mostrá-los os resultados de suas terríveis ações para com eles mesmos. De resto, vigilantes civis devem ser postos nas ruas para observar e penalizar atividades representantes de assédio (assobios e cantadas sexuais).  Dessa forma o entrave será minimizado.