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    O assédio sexual pode ser definido como todo comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal ou física, que gera perturbação e constrangimento ao receptor, além de afetar a sua dignidade e criar um ambiente intimidativo, degradante e desestabilizador. Por ser uma violência muito problemática e comum no Brasil tanto ambientes públicos, quanto no trabalho, faz-se necessário não só analisar quais são os desafios existentes para reduzir os casos de assédio sexual no país, mas também destacar as medidas para mitigar a situação.
        Em primeiro lugar, cabe considerar que, em virtude de a violência sexual, principalmente contra mulher, ser um problema histórico do país sua resolução torna-se difícil. Nesse sentido, é perceptível que o problema está arraigado na sociedade, pois culturalmente o sexo feminino sempre foi subjugado, o que pode ser visto até recentemente, já que até 2002 o Código Civil considerava as mulheres 'incapazes'. Dessarte, ainda hoje é possível encontrar pessoas que acreditam que as mulheres são inferiores, e as veem unicamente como objeto sexual. Isso é maximizado pela própria mídia que, por meio de propagandas, erotiza e objetifica constantemente o corpo feminino. Logo, fica evidente que, para diminuir o assédio sexual, é imprescindível fazer a desconstrução do pensamento existente. 
         Nesse contexto, vê-se hoje, um movimento que tem importante papel na luta para romper com a concepção patriarcal, e, portanto, ajudar a reduzir o número de assédios no país. Ao fazer uma busca pela valorização da mulher na sociedade, o feminismo, tem sido grande disseminador de ideias que visam a igualdade de gêneros e o fim da sexualização do corpo feminino. Nessa lógica, o movimento social também encoraja vítimas de assédio a denunciar seus agressores, no intuito de instruí-las a brigar por seus direitos e não ficar mais caladas diante das opressões. O fato de as denúncias de assédio no carnaval terem subido cerca de 90%, em 2018, prova que o feminismo ganhou força e as mulheres não pretendem mais ficar omissas diante de desrespeito e injustiça.
          Torna-se evidente, portanto, que existem impasses para a redução dos casos de assédio sexual no Brasil e é preciso não apenas buscar meios para resolver o problema, como também estimular os já existentes. A princípio, é dever da mídia, como formadora de opinião, proibir a exibição de propagandas que sexualizam mulheres, além de promover programas que exibam discussões sobre a temática feminista e sobre a importância de desnaturalizar o assédio sexual no país. Ademais, o governo deve, por meio do MEC, distribuir, nas escolas, cartilhas educativas que informem sobre o tema e desenvolver palestras com pedagogos e sociólogos que visem a desconstrução das ideias machistas, desde a infância; com o intuito de formar adultos mais conscientes, respeitadores e de abolir o assédio do Brasil.