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    Newton estava errado!
     "A liberdade é como o sol: o bem maior do mundo." No livro 'Capitães da areia', do escritor Jorge Amado, a liberdade já era tratada como uma condição essencial ao ser humano. No Brasil atual, muito se discute a respeito dos casos de abuso sexual contra mulheres, cada vez mais recorrentes e evidenciados pela mídia. A cultura machista do patriarcado vem na linha de frente no porque da problemática.
     Desde os primórdios as mulheres sempre foram visadas como seres que deviam respeito e obediência ao sexo masculino. Somente elas poderiam lavar roupas, cuidar da casa, preparar refeições, entre outros afazeres domésticos. Entretanto, a função do homem era: trabalhar fora e trazer o sustento á família, criando assim o patriarcado, onde o homem é a figura de mais voz no âmbito familiar.
     Essa cultura veio a ser desmistificada no pós guerra, onde com tantos homens mortos em campo de batalha, se fez necessária a integração das mulheres no mercado de trabalho. Mesmo depois de tal conquista, o sexo feminino continuou a ser visto como o sexo frágil e os homens ainda tinham o domínio sobre. Isso foi repassado de geração em geração, explicando o porque de o sexo masculino abusar sexualmente, assobiar, apalpar as mulheres e acharem comum tal ato, como nos metros, nas ruas e até nas casas brasileiras.
      Destarte, constata-se a necessidade da formação de uma nova cultura mental, de uma conscientização em massa a respeito da liberdade da mulher e da privacidade do seu corpo, visto assim que Newton estava errado na lei da ação e reação, e que a sociedade e o governo devem andar no mesmo sentido para que tudo funcione. O quarto poder junto ao Ministério da Cultura, deve vincular propagandas reforçando os direitos das mulheres e a abominação aos abusos sexuais, juntamente o Ministério da Educação deverá incluir em sociologia a temática dos direitos das mulheres e a desconstrução do machismo, formando cidadães mais conscientes.