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    No século XIX, o Romantismo transmitia, pela representação de personagens literárias, uma conduta de submissão feminina que compactuava com os valores morais da época. Hodiernamente, essa visão retrógrada em relação a mulher, ainda, é presente na sociedade brasileira. Dessa forma, necessita-se discutir como que o histórico-social e baixo percentual de denúncias são entraves para a diminuição do assédio sexual. 
      Primordialmente, a sociedade brasileira foi fundamentada em um sistema patriarcal, tendo sua formação e desenvolvimento com base na submissão da figura feminina ao homem. Tal cenário vai ao encontro da teoria do "fato social," do sociólogo Durkheim, em que as pessoas tendem a adquirir hábitos por vivência em grupo, ou seja, tudo que permeia um indivíduo no mundo o influência. Em decorrência desse contexto, tem-se a banalização do assédio sexual por muitos indivíduos devido a perpetuação da objetificação da mulher, principalmente, em propagandas que as reduzem a meros objetos a serem comercializados. 
       Além disso, nota-se que o número de denúncias em relação a casos de assédio sexual ainda é ínfimo. Esse cenário ocorre porque no Brasil, infelizmente, tem-se uma cultura de culpabilizar as vítimas utilizando como um dos pretextos; as vestimentas e os comportamentos delas. De acordo com um levantamento da IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cerca de 60% dos entrevistados concordaram que aconteceriam menos estupros se as mulheres soubessem como se comportar. Desse modo, as mulheres acabam não denunciando por vários fatores: medo de ser hostilizada, sentimento de vergonha e, até mesmo, de culpa. 
      Portanto, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve promover, no ensino fundamental e médio, palestras sobre respeito ao próximo e igualdade de gênero, com o objetivo de desmitificar a cultura do machismo, visto que ela corrobora para a ocorrência de casos de assédio. Ademais, o Governo Federal, atrelado ao Ministério da Justiça, deve investir em campanhas, seja presencial ou online, que incentivem as vítimas a denunciar os casos de assédio sexual. Além de promover a implementação e estruturação das delegacias especializadas, como capacitar, através de cursos, os agentes responsáveis pelo atendimento as mulheres para que eles estejam preparados para dá o total suporte a elas e também contratar psicólogos, assim, o número de denúncias irá aumentar.