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    Na canção "Mulheres de Atenas", Chico Buarque retrata qual era o papel da mulher na Antiguidade Grega. Não tinha voz, tampouco autonomia, era tratada como objeto e vivia para realizar as vontades dos seus maridos. Embora estejamos na contemporaneidade e as mulheres estejam alcançando o seu espaço, os inúmeros casos de assédio contra esse grupo denunciam um grande problema na sociedade mundial.
    Em primeiro lugar, é importante entender o contexto no qual estamos inseridos. Desde as primeiras civilizações, o machismo e o patriarcalismo estão presentes na esfera social e, principalmente, familiar. Isso faz com que os homens, por meio de assédios ou até mesmo estupros, se sintam no direito de utilizar as mulheres para saciar seus desejos sexuais. No entanto, essas atitudes são criminosas devem ser totalmente repudiadas. 
    Além disso, a impunidade nos casos de assédio colaboram para que outros ocorram. Segundo um provérbio popular, mais vale uma grama de exemplos do que uma tonelada de conselhos. Logo, se os criminosos não forem penalizados efetivamente, a banalização do assédio estará próxima e ainda mais difícil de ser revertida. Uma demonstração prática disso ocorreu quando um juiz brasileiro liberou um rapaz que ejaculou em uma mulher na estação do metrô com a justificativa de que ele teria causado apenas um "constrangimento" à vítima e, poucos dias depois, o mesmo indivíduo voltou a repetir a atitude.
    Fica claro, portanto, que trata-se de um problema complexo e estrutural. Sendo assim, deve ser tratado desde cedo nas escolas pelo pedagógico, por meio de debates e rodas de conversas com mulheres que já sofreram assédio, para que todas as crianças aprendam que o sexo feminino deve ser respeitado e valorizado. Ademais, é imprescindível que o Poder Público julgue e puna os assediantes. Só assim poderemos dizer adeus às mulheres de Atenas.