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    No limiar do século XXI, o assédio velado contra mulheres ainda persiste na sociedade brasileira, revelando um cenário de desrespeito à cidadania. Nessa perspectiva, tal situação tornou-se de  difícil combate, devido à questões histórico-culturais e ao descaso judiciário, por isso, medidas fazem-se necessárias para reverter essa problemática.
      Em primeiro lugar, essa circunstância deve-se à comportamentos enraizados no país. No Brasil Colônia, a sociedade era moldada em uma cultura patriarcalista, ou seja, os homens eram superiores. Á vista disso, na pós-modernidade, essa herança social é visível, colocando as mulheres como alvos dos assédios diários. Dessa forma, segundo a organização Think Olga, 99,6% das mulheres sofrem com tal postura machista, evidenciando uma crise social.
      Vale destacar ainda, que o descaso judiciário é um obstáculo no combate ao assédio. Nesse sentido, nota-se que, embora seja elevado o número de vítimas, muitas não denunciam por medo de perguntas constrangedoras e não-sucesso da prisão do agressor. Em consequência, as mulheres sentem-se desamparadas por um setor que, em grande parte, as condenam como culpadas pelo assédio. Porém, apesar de crítica, tal situação é mutável.
      Torna-se claro, portanto, os motivos que dificultam o combate ao assédio. Logo, o Ministério da Educação em ação conjunta com a mídia, deve buscar acabar com essa herança machista, por meio de debates em escolas entre pais, alunos, professores e psicólogos. Além disso, a mídia deve contribuir com campanhas televisionadas. Cabe também ao Poder Judiciário, viabilizar leis mais rigorosas e atendimentos mais respeitosos e solidários. Assim, o Brasil será mais justo e igualitário.