Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Envie sua redação para correção
    Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa o aumento dos casos de assédio sexual no Brasil,hodiernamente,verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática insiste intrinsecamente ligada à realidade do país.Se por um lado,os direitos fundamentais conquistados pelas mulheres são maiores a cada ano,por outro,o abuso sexual tanto no âmbito público,quanto no privado está presente em seus cotidianos. 
        Em primeiro lugar,é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema.Segundo o filósofo grego Aristóteles "a política deve ser utilizada de modo que,por meio da justiça,o equilíbrio seja alcançado na sociedade".De maneira análoga,é possível perceber que,no Brasil, a falta de fiscalização nos "vagões rosa" rompe essa harmonia,haja vista que esses vagões de metrôs e trens são usados para inibir o assédio sexual, sendo as mulheres vítimas na maioria das vezes.Um exemplo de aplicação desses vagões são nos horários de maior congestionamento de pessoas,em que um ou mais vagões são destinados apenas às mulheres,porém,tal fiscalização se torna deficitária quando muitos homens entram nesses lugares sem dificuldade alguma.
       Contudo,diante de tantos impasses frente ao problema do tema, ainda há outro contexto para o agravamento do mesmo.Sem dúvidas, o assédio sexual também está presente no ambiente de trabalho de muitas pessoas,principalmente no caso das mulheres.Muitos casos de situações constrangedoras,incluindo o estupro, vem à tona na grande mídia.Entretanto, a maioria dos abusos sexuais não têm repercussão,dificultando a sua resolução ou diminuindo a sua importância para a sociedade.De certo, uma cantada ou até mesmo um convite para sair pode ser feito desde que não haja nenhuma ameaça contra o indivíduo ou seu posto de trabalho. 
      Infere-se,portanto, que os assédios sexuais, seja no âmbito público,seja no privado,são atitudes inaceitáveis e como tal devem ser sanadas.Cabe à iniciativa privada,com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos,ampliar a fiscalização para combater possíveis assediadores nos serviços oferecidos à população,através de um aumento de funcionários para monitorar e proibir a entrada de homens nos "vagões rosa",se houver essa opção no transporte.Como já foi dito por Paulo Freire,"a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo".Logo, as escolas,por meio do Ministério da Educação (MEC), devem instituir palestras ministradas por psicólogos e professores que discutam o combate à violação do corpo da mulher,a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.