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    A objetificação e a submissão da mulher na sociedade brasileira é um fato que tem origens históricas. Durante toda a história mundial, a figura feminina teve seus direitos e desejos reprimidos, devido à percepção de "fragilidade" e "sensibilidade". Tais pensamentos deram margem a violência e assédios sexuais contra a mulher.
      Ao longo da história brasileira, o patriarcalismo sempre esteve presente, disciplinando a população acerca de uma visão machista e deturpada. Dessa forma, muitas pessoas, inclusive mulheres, ainda hoje, julgam ser certo o tratamento diferenciado e por vezes desrespeitoso as mulheres. Logo, há muitos casos de assédio e violência contra esse grupo. Segundo pesquisas divulgadas pela IPEA, ocorreram mais de 17 mil feminicídeos entre 2009 e 2011, um número alarmante para um curto período de 2 anos. Esses dados comprovam a falta de segurança e liberdade enfrentada pelas mulheres, direitos esses que deveriam ser garantidos pela constituição de 88.
    Outrossim, vale ressaltar que o assédio sexual não se caracteriza apenas sobre atos físicos. Atos verbais e até mesmo visuais que possam gerar sentimentos de repreensão e constrangimento na vítima também entram para o conceito de assédio. De acordo com a militante Carol Lopes, o assédio sexual contra a mulher ocorre de forma cotidiana e periódica. Entretanto, esse crime é banalizado, pois muitos veem gestos como o "fiu fiu" como um elogio a mulher, mesmo que a mesma se sinta oprimida.
     É evidente, portanto, que o assédio sexual físico e verbal contra a mulher é fruto do pensamento machista e misógino, herdados do patriarcado. Cabe, ao Poder Judiciário, a aplicação correta e eficiente de leis já existentes como a "Maria da Penha", punindo os infratores e acolhendo as vítimas. A mídia por sua vez, deve expor esses casos e abordar esse tema através de filmes e séries, para informar e conscientizar a população, cumprindo assim, seu papel social. Por fim, as escolas, junto de ong's, deve ministrar palestras a pais e alunos abordando o tema de forma clara e coesa. Dessa maneira, com o apoio da sociedade e do Estado, o assédio se tornará um ato raro e talvez até mesmo inexistente.