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    Cultura da coexistência 
      Diante de valores retrógrados, o assédio sexual é realidade no Brasil. Uma vez que as insistências inconvenientes e os apelos sexuais são reincidentes com mulheres e homossexuais, fica claro que as vítimas não seguem padrões considerados ideias. Em suma, valores humanos são sobrepostos como se independessem, assim muito além da questão criminal e jurídica estão os entraves na estrutura social que legitima o problema. 
      De fato, a um défice de proteção legislativo para os crimes assédio, visto a falta de punições mais graves e as dificuldades para provar o crime. Em reportagem do portal de notícia brasileiro G1, no ano de 2017 a justiça paulista considerou crime de menor potencial ofensivo um homem se masturbar e ejacular no pescoço de uma mulher em um ambiente público. Deixando claro, portando, a fragilidade das leis que fomentam o medo, a culpa e a insegurança nas vítimas. Entretanto, não há vantagens em aumento de punições se elas não serão efetivadas. É indubitável, que os casos de assédio são mascarados e justificados por uma cultura social, bem como padrões de verdades absolutas nutridos pela sociedade contemporânea. Carlos Drummond Andrade apregoava, todo ser humano é um estranho ímpar. Assim, é essa singularidade que acarreta no estranhamento e a não aceitação das diferenças, além disso dando espaço para que o crime seja desculpado pela roupa, opção sexual e aparência do abusado. Diante disso, a sociedade compactua para o crime continuar presentes. 
     Fica claro, portando, para reduzir os casos de assédio é necessário que os valores humanos sejam retomados sem a coexistência de uma cultura com padrões tidos como unicamente corretos, haja vista que esses valores são a aversão da intolerância. Para tanto, é preciso que medidas sejam impostas pela esfera do poder legislativo, qual promovam a criação de leis com maior pena para o crime, no entanto com fiscalização e garantia credibilidade as vítimas. Aliado a isso, a política educacional pode dialogar com a cultura familiar, assim o governo federal deve implementar nos institutos de educação estaduais e municipais grades curriculares que envolvam mais a família, com campanhas que apresentem o problema desmistificando padrões inseridos na sociedade que alimentam os casos de assédio. Dessa forma, construindo uma cultura se respeito e tolerância.