Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

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    Morte no cinzeiro
      Polui o ar atmosférico, aumenta as chances de adquirir doenças e provoca dependência: esses são os problemas decorrentes do uso de cigarro. Assim, apesar de uma das metas do Desenvolvimento Sustentável ser o controle do tabagismo, isso não é presenciado no cotidiano de muitos brasileiros do século XXI, o que é preocupante, haja vista que o tabaco é uma droga que tem causado mazelas sociais. Nesse sentido, convém abordar algumas consequências que o fumo vem trazendo para o país.
      Em uma primeira instância, é indubitável os efeitos devastadores do cigarro não só na vida dos fumantes ativos, mas também dos passivos. Foi visto que o total de mortes causadas pela inalação das substâncias tóxicas atingiu cerca de cinco milhões a cada ano, o que equivale a mais de dez mil mortes por dia. Dentre essas mortes, há pessoas que não fumaram, porém adquiriram doenças por conviverem com fumantes ou por terem nascido de uma mãe fumante.
      Além desse primeiro aspecto de cunho social, vale salientar que o Governo e a família do fumante têm um gasto, consideravelmente, elevado, através de despesas hospitalares. A saber, por ano, aproximadamente vinte e um bilhões dos cofres públicos são destinados a doenças ligadas ao tabaco, correspondente a trinta por cento dos recursos do SUS. Descontando a receita de impostos, o prejuízo anual é de quinze bilhões, em média, que poderiam ser investidos em outras áreas da saúde.
      A questão do tabagismo, em suma, é emergencial, sobretudo no Brasil, um país tão defasado no que concerne a políticas públicas voltadas à recuperação de fumantes. Em face disso, os agentes de saúde, no momento do pré-natal, devem investigar se a mulher é fumante e, caso seja, deve orientar sobre os riscos do tabaco na fase da gravidez e da amamentação, para que as mães se abstenham do fumo, pelo menos, nesse período. O Poder Legislativo, por sua vez, deve aumentar absurdamente o imposto cobrado sobre os maços de cigarro, a fim de diminuir a venda desse produto. Assim, cumprir-se-á o que foi previsto para o Desenvolvimento Sustentável: a diminuição do tabagismo e, por consequência, uma melhor qualidade de vida.