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    Análoga à Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que força externa atue sobre ele mudando de percurso, o tabagismo no século XXI é um problema que persiste intrinsecamente relacionado à realidade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o trajeto desse contexto, da permanência para a extinção, a combinação de fatores como a negligência governamental e familiar acabam por contribuírem na continuidade do problema nos dias hodiernos. 
               Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Isso ocorre porque apesar de haver uma lei que proíba propagandas publicitárias sobre o tabaco nas mídias, ainda não há uma norma específica para controlar ou, até mesmo, impedir a venda de cigarros. Por consequência, é perceptível que o número de fumantes aumentou em relação ao ano de 2000, afetando até mesmo jovens menores de idade, o que preocupa profissionais da saúde, haja vista os notórios prejuízos causados ao organismo pelo fumo. 
                  Outrossim, destaca-se a negligência familiar como impulsionadora do impasse. Tal fato decorre porque há hoje uma verdadeira naturalização do consumo de substâncias lícitas e ilícitas por jovens e crianças, uma vez que até mesmo membros da família permitem e incentivam o consumo de cigarro, álcool entre outras. Como efeito, devido a fragilidade do organismo ainda em formação nos adolescentes, a ocorrência prematura de doenças respiratórias e cognitivas se tornaram comuns. 
                Diante dos fatos supracitados, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança de trajetória desse impasse. Para tanto, o Ministério da Saúde deve realizar parcerias público-privadas com hospitais com o intuito de fornecer medicamentos que auxiliem o indivíduo no combate ao fumo, assim como oferecer tratamento psicoterápico gratuito que ajude, por meio de atividades interativas como o esporte, o fumante a controlar o desejo pelo fumo. Ademais, a família e as escolas podem atuar por meio de diálogos com os jovens a fim de instruí-los sobre os efeitos negativos do tabaco à saúde para assim formar uma geração mais consciente de tais efeitos e, a longo prazo, reduzir o número de fumantes. Dessa forma, a família e o governo atuarão como a força descrita por Isaac Newton e mudarão o percurso do tabagismo no século XXI, da persistência para a erradicação.