Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

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    De acordo com o espicurismo, a felicidade do homem consiste em obter o maior prazer e a menor dor possível. Analisando a problemática do tabagismo, percebe-se que essa preocupante prática contraria o epicurismo, uma vez que seus efeitos são ignorados pelos usuários, que focam apenas no prazer momentâneo e não nas consequências. Nesse contexto, deve-se entender como a negligência governamental e busca pelo prazer na sociedade contemporânea atuam nessa tônica.
       Em primeira análise, segundo o filósofo Aristóteles, a Política serve para garantir a integridade dos cidadãos, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Isso decorre da falta de políticas públicas,  publicidade e propaganda governamental a respeito do uso do tabaco e suas graves consequências. Por conseguinte, concebe-se uma sociedade em que a prática do tabagismo é vista como algo comum e de pouca importância, o que abre portas para o surgimento de novos usuários.
       Em segunda análise, a sociedade contemporânea, formada aos moldes do capitalismo, busca o prazer a qualquer custo. Isso ocorre porque, no século XXI, o estilo de vida capitalista relaciona a verdadeira felicidade ao consumismo e seus prazeres, ignorando as consequências. Em decorrência disso, o país sofre com grandes gastos na saúde pública e a população morre gradativamente, devido as enfermidades causadas por essa atividade, como doenças cardíacas, pulmonares, vários tipos de câncer e AVC. 
       Logo, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas para combater a problemática em questão. Em razão disso, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com a mídia, advertir o tabagismo e destacar as suas consequências, por meio de publicidade, propagandas e debates ao vivo nos programas de TV com profissionais da saúde e cidadãos que sofreram sequelas dessa atividade, a fim de educar, conscientizar e coagir a população. Dessa forma, será possível ter uma sociedade saudável.