Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

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    Doenças cardiorespiratórias. Dependência química e psicológica. Câncer. Esses são alguns dos efeitos que o cigarro traz para seus consumidores. Contudo, um problema de saúde pública que permeia a realidade brasileira é o tabagismo entre os jovens, que, por sua vez, tem se potencializado seja pela adesão aos modismos, seja pela lógica lucrativa. Sob essa ótica, compreender as bases dessa problemática é fundamental para mitigar essa mazela social.
         É importante ressaltar, a priori, que a pressão sociocultural já foi capaz de induzir maus comportamentos. Nesse âmbito, durante a Era de Ouro do mundo pós Segunda Guerra, os filmes hollywoodianos eram marcados pelo uso do cigarro como um simbólo de prestígio social e um hábito elegante, o que gerou uma massificação desse costume. De forma análoga, inseridos em um mundo fluido e altamente tecnológico, os jovens , cada vez mais atenados, são vulneráveis às influências de amigos e à superexposição aos modismos, bem disseminado nas redes sociais, inclusive. Nesse viés, a falta de senso crítico para diferenciar os perigos desse mundo moderno faz com que os adolescentes adiram às novidades nocivas, como o cigarro. 
           Outrossim, a busca incessante pelo lucro das empresas que comercializam o tabaco ainda é uma base muita sólida dessa problemática. Nesse contexto, os jovens são os principais alvos da indústria tabagista, pois como os seus centros nervosos ainda estão em desenvolvimento, são mais suscetíveis às atidudes impulsivas e à dependência. Essa situação reflete diretamente nos números da OMS (Organização Mundial de Saúde), que denunciam que 80% dos fumantes são menores de 18 anos. Senso assim, indo de encontro ao sociólogo Karl Marx, o capitalismo de fato prioriza a lógica lucrativa em detrimento de valores, o que contribui para a construção de padrões de consumo nocivos para a integridade do ser humano.
             Nesssa perspectiva, é preciso desenvolver jovens críticos e fragilizar a insdútria do cigarro. Para tanto, o Ministério da Educação e instituições de ensino devem realizar dinâmicas em grupos nas escolas que visem, por meio do Teatro, expor as duras consequências de dependentes, além de palestras com especialistas e debates com a participação de ex-fumantes que mostrem para os jovens o qual importante é questionar antes de permitir quaisquer influências. Concomitantemente, o Governo Federal, em conjunto com o Congresso Nacional, devem instituir leis que permitam o aumento dos impostos sobre o cigarro e que penalizem com multas mais severas as empresas que comercializarem esses produtos para adolescentes e, assim, contornar a problemática que se refere a indústria do tabaco. De modo, será possível diminuir os efeitos do tabagismo entre jovens.