Enviada em: 16/10/2017

Entende-se por empoderamento o ato de dar ou conceder poder, ou seja, atribuir domínio. Hodiernamente, sabe-se que houve uma grande ascensão da internet no século XXI, como meio educativo, porém o uso para outras coisas como a expressão de ideologias, trouxe para o indivíduo alguns impasses. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: o falso ativismo e o cyberbullying.      Cabe ressaltar, a princípio, que a facilidade do acesso à redes sociais pelos usuários os faz aderirem a uma acomodação. Sobretudo, com a rapidez em que se consegue posicionar-se sobre algum debate na internet, as pessoas preferem ficar em casa apenas discutindo por digitações ao invés de realmente realizarem ações em prol de causas. Por conseguinte, a verdadeira ideia de ativismo, ou seja, transformação da realidade por meio de prática, torna-se nula por não ser executada.      Além disso, vale frisar que com o poder de anonimato, os meios de comunicações se tornaram grande alvo do bullying, o chamado cyberbullying. A priori, a possibilidade de expor opiniões, como críticas e até ofensas, sem censura e identificação, trás para as pessoas má intencionadas a oportunidade de hostilizar alguém de forma oculta. Logo, com a dificuldade de identificar os sujeitos, o empoderamento se manifesta de forma negativa. Uma comprovação disto está no ocorrido com a jornalista Maju Coutinho, que em 2015 foi vítima de comentários racistas, aonde não houve punições para todos os envolvidos, por serem em grande quantidade, através do uso de contas falsas sem identidades.      Portanto, medidas são necessárias para resolver os problemas intrínsecos à capacidade da internet de empoderar o indivíduo. Dessa forma, cabe ao Estado, como gestor dos interesses da coletividade, através do Ministério das Comunicações, em parceria com o Poder Judiciário, incentivar a criação de um aplicativo que identifique usuários rapidamente e em grande quantidade, por meio de reuniões, a fim de um posicionamento final, com o intuito de dar conta das denúncias de grande porte. Além disso, através das mídias, como a televisão, devem criar campanhas a favor de mais ações e menos discursos. Isto posto, o impasse elencado deixará de fazer parte da realidade brasileira. PS: Sem espaço para os comentários, vou colocar aqui! To fazendo as conclusões como uma corretora me orientou: detalhar apenas uma bem, e a outra deixar ''por cima''. Devo seguir isso? Obrigada...