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    Foi o povo árabe que criou o local específico para o tratamento de enfermidades que hoje chamamos de hospital. No Brasil e no mundo, atualmente, a busca incansável de curas na saúde tem feito com que a medicina avance muito de forma positiva, com o surgimento de tratamentos na contenção do HIV, por exemplo. Entretanto, as pesquisas partem da indústria que lucrará com vendas e, nem sempre, nosso sistema público de saúde possui capital para corresponder a ela.
          Em primeiro plano, as contribuições da medicina são claras, por exemplo, com a descoberta do primeiro antibiótico, a penicilina, em uma sociedade que morria por enfermidades como a gripe. Hoje, outra inovação vem surpreendendo: o tratamento contra o câncer por meio da genética, o chamado Kymriah, criado nos Estados Unidos (EUA), mas que segundo o jornal El País, possui um custo por dose de até 1,8 milhão de reais. Ou seja, mesmo que já demonstre ser  capaz de reverter a doença até em casos em que não há resposta a outros medicamentos, ainda é uma realidade longe de atingir o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
          Cabe também ressaltar que, mesmo que o SUS seja elogiado no mundo pela sua tentativa de atingir toda a população, ainda está longe de garantir democraticamente o acesso aos tratamentos necessários. Esse fato se evidencia nas críticas da população, como foi mostrado pelo jornal RBS, em Porto Alegre, a falta de ortopedistas se transfigura em uma fila de espera de mais de 5 anos. Portanto, ainda que a medicina venha avançando, existem passos que não podem ser pulados, como a qualidade do atendimento básico, com hospitais equipados com leitos e profissionais adequados à necessidade de uma medicina humanizada.
            Em suma, medidas são necessárias para reverter os problemas. Ao Governo Federal cabe formar uma parceria com as universidades norte-americanas e enviar pesquisadores das faculdades públicas e privadas que, mediante um teste de conhecimentos, mostrem-se capazes de auxiliar nas buscas por métodos de reduzir os custos para o tratamento criado pelos EUA, visando facilitar o acesso da população. Além disso, o Ministério da Saúde com parceria da indústria farmacêutica e de materiais hospitalares deve garantir isenção de alguns impostos a essas empresas em troca da manutenção dos hospitais, em uma espécie de concessão, para garantir um aumento na eficiência do nosso sistema.