A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

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    Na obra literária ''vidas secas'' de Graciliano Ramos, o personagem Fabiano e sua família percorrem o sertão nordestino a procura de água, a fim de manter o trabalho e a sobrevivência. Não obstante, a crise no abastecimento de água ainda afeta diversas famílias  no Brasil, que na busca por burlar a crise hídrica, extraviam-se no consumo. Ora, superar os reflexos de má gestão implica aperfeiçoar o planejamento e assumir mudanças que beneficiem a sociedade.
      Nesse aspecto, a forte dependência de recursos hídricos para a geração de energia elétrica, atrasa o desenvolvimento econômico do país, visto que sua principal fonte energética são hidrelétricas, dependentes extremas da disponibilidade de chuvas. Pois, 70% das usinas brasileiras são hidrelétricas de acordo com a editoria de infraestrutura do Governo Federal. Todavia, em períodos de estiagem, os impactos da falta de chuvas atinge diretamente as contas de luz, prejudicando desde de pequenos consumidores até grandes empresas. Desse modo, adaptar e conservar os recursos hídricos é essencial à estabilidade da vida na terra, pois consoante a filosofia de Tales de Mileto, ''tudo é feito de água''. 
      Ademais, a escolha primordial no uso de matrizes energéticas no Brasil é míngua e possui qualidade equivocada, já que a instalação de hidrelétricas corrobora com o aumento dos impactos ambientais, tais como a mudança climática local, a migração de pessoas que residem próximas as usinas e até riscos à fauna e a flora com desabamento de barragens, causando enchentes e devastações. Assim como a enchente do Rio Madeira ( Porto Velho) que desalojou mais de 1,2 mil famílias. Logo, administrar o modo de produção energética, requer ampliar o uso de fontes renováveis no Brasil. 
      Visando portanto, que a crise hídrica no país não afeta a produção de energia, convém que o Governo Federal invista na construção de usinas renováveis e pouco exploradas no Brasil, como a Eólica e a Solar, por meio de redistribuição financeira dos lucros cedidos à construção e manutenção de usinas hidrelétricas, para que em períodos de estiagem, as contas de energia não fiquem mais caras, e os impactos gerados pelo extremo uso de hidrelétricas não seja imenso. Pois, assim como afirma Martin Luther King '' toda hora é hora de fazer o que é certo''.