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    Ao longo da formação do Estado brasileiro, do século XV ao XXI, adotou-se a energia hidráulica como a principal fonte de geração de energia, isso ocorreu devido a grande quantidade de rios e quedas d'água existentes neste país. Apesar disso, atualmente, têm-se um contexto análogo, pois a crise hídrica vem provocando impactos nessa área e, consequentemente, em vários outros setores. Sendo assim, a sociedade civil e o Estado precisam enfrentar o problema, haja vista dois aspectos: a falta de alternativas na geração de energia e o desperdício de água praticado pelos brasileiros.
            Em um país com dimensões continentais como o Brasil, apoiar-se, majoritariamente, em uma fonte energética é arriscado, quando não se tem estratégias de controle e manutenção eficientes. Esse fato é visto na década atual no cotidiano dos brasileiros, situação na qual a crise hídrica afeta vários setores da sociedade em efeito dominó. Esse problema além de diminuir o abastecimento de água nas residências urbanas e nas propriedades rurais, prejudicando a qualidade de vida e a irrigação das plantações, provoca um aumento na cobrança de energia elétrica da população, o que evidencia a problemática de não se ter alternativas eficientes no que se refere à geração de energia.
            Outrossim, grande parte da sociedade brasileira perpetua uma ideia equivocada de que a água sempre estará disponível para utilização desenfreada. Esse pensamento de desperdício de água é visto tanto em locais com uma população de baixa renda como em locais com uma população de alta renda, o que mostra como é precário o consumo consciente dos brasileiros em geral. Esse consumo desnecessário não é associado por muitas pessoas à crise energética por falta de conhecimento, sendo, infelizmente, uma ignorância passada para as gerações futuras que possuem a capacidade de mudar esse quadro de instabilidade.
            Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. A Agência Nacional de Energia Elétrica precisa alterar a atual matriz energética do país, criando mais espaço para que energias como a eólica e a solar sejam mais exploradas, para isso é preciso que diminua consideravelmente os impostos cobrados dos materiais para a construção de estações de energia eólica e solar e que profissionais especializados nessa área sejam remunerados de forma a incentivar o desenvolvimento de pesquisas para melhorar a eficiência de tais fontes energéticas. Além disso, as secretarias municipais e estaduais de educação em parceria com empresas de comunicação como Facebook, Twitter e Youtube precisam elaborar campanhas que ensinem a população sobre a importância de consumir somente o necessário de água e a relação direta que esse líquido tem com a geração de energia do país.