A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

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    Segundo Tales de Milleto, filosofo pré-socrático, "A água é o princípio de todos as coisas". No entanto, a escolha de usinas hidrelétricas e a escassez de recursos apresentam desafios, sobretudo no cenário brasileiro. Nesse contexto, deve-se analisar como a ocupação desproporcional do país e a inoperância Estatal contribuem à problemática em questão.
      Antes de tudo, é necessário constatar que o Brasil detém cerca de 12% das reservas mundiais de água doce. Embora, a região Norte tenha altas concentrações de rios e a Bacia Amazônica- a maior Bacia hidrográfica do mundo- dispõe a menor densidade populacional do país, o que ratifica um entrave na distribuição. Por conseguinte, a ocupação desordenada da população, seja por fatores climáticos ou pela oferta de emprego, propicia no aumento de consumo elétrico e na redução de recursos hídricos.
      Somado a isso, a insuficiência do Estado em investimentos voltados ao ampliamento de fontes energéticas, vem trazendo prejuízos à sociedade. Conquanto a disposição de fontes alternativas seja necessária, as hidrelétricas parecem ter o monopólio da produção de eletricidade, uma vez que são responsáveis por cerca de 70% da geração desse bem. Dessa forma, o baixo nível dos reservatórios e o racionalizamento de água, gera o alto valor agregado ao preço da luz. 
      Torna-se evidente, portanto, a necessidade da extinção da crise hídrica. Em razão disso, o Ministério de Minas e Energia aliado à Receita Federal deve destinar verbas para o investimento e a implementação de fontes alternativas, escolhendo estados como a Bahia e São Paulo- este por meio do bagaço da cana e aquele através do vento- a fim de minimizar o uso de usinas hidrelétricas. Paralelamente, convém a mídia, por meio de novelas e seriados, enfatizar a importância da água conscientizando o brasileiro- fazendo, jus ao pensamento de Tales de Milleto.