A crise política e a sociedade: como contornar divergências políticas nas relações sociais?

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    ''No Senado, sujeira pra todo lado'‘, esse trecho da música do cantor e compositor, Renato Russo, retrata a atual realidade brasileira. Tal crise no sistema político, consequente da corrupção dos governantes, ocasiona uma insatisfação popular e devido a essa realidade, a descrença sobre o futuro da nação é onipresente. Nesse contexto, é indubitável analisar como a herança histórica e a propagação das ''fake news'' corroboram para a problemática em questão. 
        Mormente, as práticas de deturpação não é um fator exclusivo da modernidade. Isso porque desde os primórdios históricos, é notório a má conduta de alguns governantes que enganavam a população e lucravam economicamente, o que, mesmo após séculos, se assemelha ao mundo contemporâneo. Tal fato pode ser demonstrado na política do café do leite que ocorreu durante a República Velha, cujo o poder político estava concentrado nas mãos dos paulistanos e mineiros. Já, hodiernamente, tal mazela é constatada com a prisão do ex-presidente, Lula, acusado justamente de práticas ilegais e corruptas. Por conseguinte, de um passado histórico que não sofreu alterações, a sociedade acaba por desacreditar em melhorias no setor político. 
       Outrossim, a disseminação de notícias falsas que circulam, atualmente, por meio das redes sociais contribuiu para o ceticismo dos indivíduos perante as eleições. Afinal, no período de votação, diversas pessoas criam essas ''fake news'' com o intuito de difamar os candidatos e enaltecer outros, com isso a descrença só cresce e a crise também. Desse modo, Platão estava correto ao afirmar que o ser humano é enganado pelos sentidos, uma vez que a visão faz com que o ser humano acredite em tudo publicado no mundo virtual. Prova disso, é o caso de uma falsa notícia nas eleições de 2018 contra a vice-presidente, Manuela D'Ávila, a qual aparece vestida em uma camiseta com a frase ''Jesus é travesti'', quando na verdade tudo se tratava de mais uma falácia. 
       Torna-se evidente, portanto, a necessidade de reverter essa situação. Cabe ao Ministério da Justiça, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral, criar um sistema de fiscalização eletrônico, a partir de investimentos com o apoio da Receita Federal, que objetifique analisar se o candidato possui antecedentes de corrupção e que todos os resultados dessa fiscalização sejam divulgados pela mídia, para que os eleitores saibam e confiem em seus futuros governantes. Por fim, o poder Legislativo deve elaborar uma lei específica que condene os infratores que criam e compartilham esses tipos de conteúdo falsos, com uma pena de até 3 anos de prisão, sem direito ao pagamento de fiança. Destarte, o Senado se tornará um local limpo para todos os cidadãos, com a ausência da sujeira que os governantes de má índole trouxeram para a nação verde e amarela.