A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

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    Nos últimos anos, detentos têm experimentado ver a redução de suas penas graças à implantação de atividades socioeducativas. Neste contexto, se têm desafios e expectativas não somente acerca do aprendizado dos presos, como também na melhoria de seus comportamentos e consequentemente, a sua ressocialização quando seus longos anos na cadeia sejam cumpridos. Embora seja algo relativamente recente e gere inúmeras dúvidas, a educação deve sim fazer parte da realidade dos privados da liberdade, como meio de valorização de talentos, de oportunidades, na remissão e na construção de novos cidadãos ao deixarem suas celas. 
       Assaltos, estupros e homicídios ferem o direito de ir e vir de muita gente durante todos os dias. Em condições como estas, a punição para aqueles que infligem as leis e causam a desordem, são um grande desafio. Algumas surtem efeito, outras não. A proposta de trazer aos presos uma oportunidade de ter contato direto à educação em troca da diminuição do tempo na cadeia, é uma ótima iniciativa para construção de indivíduos evoluídos, moralmente falando. Punir com o saber, é transformar mentes cruéis em mentes saudáveis. Muitos quando chegam às unidades prisionais, são semi ou completamente analfabetos, alegando que não tiveram oportunidade de estudar quando estavam em liberdade e vêem esta como uma perfeita. O quarto com grades vira sala de aula, as armas são trocadas por lápis, as drogas por livros e os policiais tornam-se professores. O desafio de remissão é lançado e em alguns casos, trazem grandes melhorias, isto é, quando é da própria vontade do detento. 
       Além da educação dentro dos presídios, outras atividades extracurriculares são implantadas. Oficinas de artesanato, acesso à acervo de livros, cursos profissionalizantes e a produção agrícola, são pontos fortemente explorados com chances de ouro para que, além da mudança hábitos, os detentos saiam com alguma formação. Isto só mostra que, mesmo que por trás das grades, a liberdade é o único direito que lhes é restrito. A ordem só será mantida quando a ferramenta do saber e do aprender for implantada. A educação deve ser direito de todos, principalmente daqueles que mais carecem. 
       O Estado deve, portanto, melhorar as condições de estrutura do sistema carcerário e investir cada vez mais na educação, não somente dos detentos, como também, no ensino de crianças e jovens, fazendo assim, um meio de distanciá-las do mundo do crime e dando-as oportunidades de viver honestamente na sociedade. A mídia, por sua vez, deve adotar programações educativas, que incentivem o conhecimento, além de demonstrar por meio de documentários, a realidade da violação das leis. ONG's devem ser criadas para ajudar aqueles que se sentem prejudicados, seja no consumo de drogas ou em outras atividades ilegais, para que assim, tenha-se o recomeço e um cidadão melhor.