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    A superlotação, falta de infraestrutura, pouca humanização são características vistas em muitos presídios, além da não reabilitação dos presos, os mesmos sofrem situações degradantes, segundo a lei 12.433 os condenados tem o direito de estudar, mas poucas são as penitenciarias que dispõe desse projeto, sendo assim quando o detento cumpre a pena não tem previsão de futuro e, muita vezes, volta para o mundo do crime. Em contrapartida, há associações que visam a recuperação dos infratores e com isso diminuem o número de reincidência. Logo, modos alternativos e viáveis colaboram na formação de um corpo social melhor.
      Na sociedade há a imagem estereotipada de que a prisão deve ser um lugar no qual os reclusos tem de pagar pelos seus atos de maneira desagradável, as péssimas condições encontradas nas cadeias refletem esse pensamento, porém está na constituição que os encarcerados têm o direito a educação, pois além de reduzir a pena, eles adquirem conhecimento, consequentemente, com um novo olhar perante o mundo a possibilidade de mudar de orientação é maior. Segundo uma pesquisa da Ação Educativa 86% dos detentos gostariam de estudar, diante disso se observa que há interesse e reorganizar o sistema carcerário propondo tarefas e funções, é proveitoso, para que com ocupações eles aprendam novas ações e alterando a sua vivência a superlotação melhore a longo prazo. 
      A APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) oferece outra possibilidade de cumprir a punição, em que os recuperandos usam roupas comuns, são chamados pelo nome e passam o dia fora da cela em atividades terapêuticas para o regime fechado e profissionalizantes para o semiaberto. Dessa forma, o preso vê outro meio em que ele pode seguir sua vida sem ações infratoras, promovendo a melhora da autoestima e a entrada no mercado de trabalho. Em comparação com sistema prisional que tem taxa de reincidência em 70%, na APAC varia de 8% a 15%, isso mostra que não é suficiente a privação da liberdade para se ter resultados positivos, deve-se reestruturar o intelecto das pessoas através de atitudes de agregação na sociedade. 
      Desse modo, o poder executivo deve mudar a forma de atuação nos presídios, o governador de cada estado deve analisar o método mais eficaz de agir em seus cárceres, tendo como principio a ocorrência de atividades educativas, como oficinas e cursos, que possam facilitar o reingresso na sociedade. Diante da mudança no processo a população deverá amenizar o preconceito oferecendo melhores condições de adaptação o que facilitará a vida do ex-detento. Cabe a iniciativa privada implementar projetos em que determinada porcentagem dos seus funcionários tenham de ser ex-presidiários, aumento a oferta de emprego a essa classe e ajudando a sua colocação.