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    Em "Vigiar e punir: O nascimento da prisão", Michael foucault elencara condições indispensáveis para a efetiva reinserção de detentos na sociedade, dentre elas a oferta de educação e trabalho. No Brasil, atualmente, esses requisitos são garantidos por lei, posto que a aplicação de atividades pedagógicas, somente, são capazes de mitigar o problema de reincidência, mas é necessário a introdução do indivíduo no mercado de trabalho.
        É  importante ressaltar que, inserir o ensino na rotina carcerária é imprescindível para o processo de ressocialização. Quando o filósofo Immanuel Kant diz que o indivíduo ao nascer não traz consigo o entendimento necessário para viver em sociedade, sendo esse adquirido por meio da educação, ratifica a ideia de que essa é auxiliadora na construção de valores morais, para que o sujeito fundamente nela suas ações. Em contrapartida, instituições prisionais deparam-se com barreiras estruturais e econômicas para oferecerem aulas.
         É essencial pontuar que, para uma total ressocialização do detento, torna-se indispensável o seu ingresso no mercado de trabalho. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, cerca de 70% dos egressos volta a cometer crimes, determinado índice é agravado pelo número mínimo de presídios que oferecem atividades educacionais, como também pelas barreiras encontradas para conseguir um emprego devido a preconceitos e desinformação. Desse modo, os ex- presidiários são privados de exercer papéis na sociedade, assim como de ter condições de dignidade.
        Fica claro, portanto, que apenas educação não é suficiente para tornar o indivíduo apto a viver em sociedade.  Cabe aos Ministérios da Educação e da Justiça desenvolverem , juntamente , um plano nacional para levar salas de aula aos presídios com maior número de analfabetismo, as quais os próprios detentos podem auxiliar na construção . Concerne às empresas formar parcerias com ONGs e fornecer cursos preparatórios diretamente nas áreas de maior demanda na fábrica , para que após o cumprimento da pena,  o ex-presidiário possa entrar no mercado de trabalho. Os municípios devem estabelecer parcerias com grandes e pequenos empreendimentos , fornecendo isenções tributárias para aqueles que contatem grandes contingentes de ex-detentos.