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    A educação no sitema prenitenciário começou a se desenvolver no início do século XIX. Como exemplo de sucesso pode-se citar as prisões de luxo da Noruega, país com 0.6 encarcerados por 100.000 habitantes que já reabilitou 80% dos seus criminosos. Infelizmente esta ainda não é uma realidade no Brasil, onde o número de detentos é 307 a cada 100 mil habitantes, segundo o IBGE, levando a uma superpopulação nos presídios.
         Pernambuco por exemplo, conta com uma superlotação de 174%, deixando os ambiententes propícios a proliferação de doenças, falta de higiene, perda de controle dos guardas, sentimento de raiva e ultraje pelos detentos, o que gera rebeliões e massacres como foi visto em janeiro de 2017.  
          Focault diz "a educação do detento é, por parte do poder público, ao mesmo tempo uma precaução indispensável no interesse da sociedade e uma obrigação para com o detento". Mas nas atuais condições de amontoamento de cárceres, não há espaço para escolas na maioria dos presídios do país, quebrando leis que unidades carcerárias são obrigadas a prover ensino fundamental.
        Como forma de melhoria deve-se investir em novas unidades de detenção, com escolas internas. O Sistema Judiciário é capaz de manter alguns presos provisórios em prisão domiciliar até julgamento. A Fundação Estadual de Amparo ao Trabalhador Preso - FUNAP pode reformar os presídios ou construir escolas anexas, educar os trabalhadores das detenções para que tenham um olhar mais humano para com o preso. Trabalhar a sociedade para aceitar que são seres que precisam fazer mudanças quanto as suas debilidades e se reabilitar para que possam retornar a ela como membro produtivo.