A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

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    Ao resgatarmos a ideologia filosófica do Mito da Caverna de Platão, temos que a figura do prisioneiro, liberto para o conhecimento do mundo, recai sobre a educação, a qual promove a condição intelectual necessária para as relações sociais. A partir desse propósito, julga-se real a inclusão da educação na ressocialização de indivíduos privados de liberdade, favorecendo a ocupação mental, o desenvolvimento de aptidões e a condição educacional primordial para a realocação da vida em sociedade. 
       Rememorando um dos maiores massacres do sistema prisional brasileiro, o Carandiru, vem à tona o início de uma crise carcerária que se alastra até hoje. As recentes manifestações ocorridas no Norte do país refletem a carência de olhos organizacionais voltados à segurança e humanização, fato que gera tumulto nos complexos penitenciários superlotados, propiciando a organização de facções criminosas, bem como um déficit na manutenção da segurança de seus integrantes.
          Por outro lado, surge a não concordância populacional acerca da oferta de benefícios aos detentos, ao passo que muitos os veem como não merecedores de igualdade e humanização. Tal tese vai de encontro aos princípios da Declaração Universal de Direitos Humanos, a qual delineia os direitos básicos a todos os integrantes da nação, mesmo àqueles privados de liberdade, os quais urgem de oportunidades de ressocialização.
       Desse modo, assim como na alegoria da caverna, acredita-se que a figura do prisioneiro que encontra a luz do conhecimento e passa a enxergar o mundo com outros olhos, deve ser um modelo para a readaptação dos indivíduos em cárcere. O Ministério da Educação deve inserir no rol de atividades prisionais, disciplinas essenciais como a comunicação e ciência matemática, além de cursos profissionais para a reinserção do detento no mercado de trabalho. Além disso, faz-se relevante que o Ministério da Segurança reformule o sistema carcerário evitando a superlotação nos presídios, o que garante uma ressocialização livre de facções criminosas e repletas de humanização, conhecimento e ética.