A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

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    Educação: O verdadeiro "aparelho transformador de indivíduos"
    
    O surgimento da prisão dá-se no âmbito do que Foucault denomina como "aparelho transformador de indivíduos". Essa expressão supre a ideia de que privar a liberdade de um indivíduo faz com que ele corrija sua conduta e possa reingressar na sociedade. No entanto, não é bem essa realidade que observamos. 
    A priori, até meados da década de 1950, não existia qualquer proposta de requalificação ou educação para presidiários. Porém, uma vez que estas atividades foram inseridas, notou-se uma queda nos índices de criminalidade e reincidência, fato que comprova a contribuição desses exercícios reintegradores. 
    Outro ponto a ser destacado, é a vontade dos detentos em participar de tais programas. Estimativas da Ação Educativa apontam que cerca de 86% dos carcerários têm desejo de estudar e 72% deles nunca tiveram essa oportunidade. Este índice reflete a falta de investimentos educacionais nos presídios brasileiros e colabora para que a realidade de fracasso da justiça penal permaneça. 
    Por conseguinte, infere-se aqui, a necessidade de investimentos de programas educativos e requalificadores nas prisões, visto que, desde 1950, quando medidas semelhantes foram instauradas, os dados empíricos apontaram significativa melhora do quadro. Ademais, medidas educativas implantadas também nas escolas somadas a programas de permanência integral dos menores podem contribuir como solução parcial para a diminuição a entrada no mundo do crime, afinal já dizia Pitágoras, "Eduquem as crianças e não será necessário castigar os adultos".