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    O Brasil tem a 4° maior população carcerária do mundo, aproximadamente 700 mil presos, atrás somente dos Estados Unidos da América, China e Rússia. População essa que, majoritariamente, possui um nível básico de alfabetização incompleto ou que, talvez, nunca tiveram um contato com a escola.
       A ressocialização do detento na sociedade é uma questão de extrema importância, tendo em vista que o acesso à educação é um direito legal, social e universal independentemente da sua condição, como conferido na Constituição federal de 1988.
       De acordo com uma pesquisa realizada pela Ação Educativa, 72% dos detentos que, embora, não estavam estudando, 86% têm interesse em estudar. Nesse sentido, fica evidente que a demanda é exacerbadamente superior comparando-se à oferta. Somando-se a isso, as rebeliões, a precaridade na infraestrutura são,dentre os vastos, exemplos de empecilhos encontrados nos presídios brasileiros.
       Parafraseando Immanuel Kant, filósofo prussiano, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, em outras palavras a educação, por sua vez, se faz como um passaporte para a reintegração do cidadão à sociedade.
      Portanto, diante dessa realidade crítica no sistema carcerário brasileiro é visível que haverá muitos entraves à serem superados.E que ,em conjunto, com o poder publico adotando medidas relevantes e promovendo ações que possam, efetivamente, contribuir para a não utopia de uma outra oportunidade do cidadão praticar a cidadania.