A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

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    É previsto por lei que o indivíduo privado de liberdade tenha direito à redução de sua pena em razão de trabalho ou estudo. A educação, por sua vez, pode influenciar positivamente na ressocialização do cidadão, pois, através do conhecimento o indivíduo se desenvolve e (re)constrói seu caráter. Além disso, tem a oportunidade de aprender profissões e habilidades úteis para a reintegração na sociedade. Sendo assim, é fato que há a necessidade de colocar em prática a lei. 
          Segundo pesquisa realizada pelo psicólogo português, Daniel Rijo, jovens que recebem educação e acompanhamento psicológico dentro das penitenciárias tem menores chances de reinserção no crime. O indivíduo que, por muitas vezes, não recebeu nenhum tipo de educação antes de ser encarcerado, tendo acesso à ela pode entender melhor a si e ao mundo. Logo, compreendendo a vida de outra maneira, fica mais fácil de vivê-la melhor. 
          Além disso, tendo a oportunidade de aprender novas habilidades, o apenado tem a possibilidade de utilizá-las ao ser solto. Porém, infelizmente, no sistema prisional brasileiro, a educação é vista como um privilégio e muitos são privados dela, violando assim os direitos do cidadão. Basta que sejam implementadas oficinas de costura, artesanato e jardinagem, por exemplo, para que possam construir um aprendizado para o futuro. 
          Apenas pender e soltar qualquer tipo de criminoso não faz diferença alguma, é necessário reintegrá-los na sociedade de maneira eficiente. A educação aliada à terapia pode ser um fator determinante para a não reincidência de crimes. Sendo assim, é dever do governo proporcionar estudo, bem como aconselhamento psicológico para os apenados. Através de aulas regulares, oficinas específicas e de terapia. Assim, poderemos um dia ter um sistema carcerário que possamos chamar de eficiente.