A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

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    Em 2018 completará 130 anos que a escravidão foi abolida no Brasil através da Lei Áurea. Entretanto, é indubitável que, devido as legislações falhas, as heranças dos 300 anos de escravidão ainda são observadas. Portanto, é necessário analisar a situação trabalhista precária hodierna e verificar a opressão étnica no cenário nacional, visto que configuram-se como espólios desse imbróglio. 
             Primeiramente, é imperante considerar a percepção do sociólogo Karl Marx acerca do proletariado, sendo a classe que trabalha em condições precárias sem desfrutar dos direitos inalienáveis. Analogamente, é de conhecimento geral que ainda há indivíduos trabalhando em ambientes insalubres em troca de remunerações injustas ou inexistentes no contexto nacional, contrassenso à luta por leis trabalhistas. Tais condições mostram que, apesar a abolição, há trabalhadores em situações que se assemelham à servidão e escravidão no contexto contemporâneo. Por conseguinte, evidencia-se a negligência governamental mediante às frágeis legislações e fiscalização que visam garantir a liberdade laboral. 
            Segundo a concepção do naturalista Charles Darwin, sobre de sua passagem pelo Brasil Colonial, o país apresentava grande diversidade natural, porém caracterizava-se como atrasado por ser escravocrata. Logo, fundamenta-se que o progresso da cidadania é diretamente afetado pelas heranças oriundas do subjugamento racial, uma vez que contribuem para a reafirmação do preconceito. Como já fora exposto por Darwin, os preconceituosos hodiernos configuram-se como ''selvagens polidos''. Isto posto, deve-se haver uma conscientização do corpo social sobre a brutalidade de atos racistas, para tais primitivos se tornarem, nesse caso, ''cidadãos educados''.  
             Conclua-se, então, que para se obter um desenvolvimento nacional é vital reverter o cenário supracitado. Por parte do Ministério da Educação deve-se incluir na grande curricular educacional debates sobre o racismo, visando desconstruir o pensamento discriminatório gradativamente. Outra ação imperiosa deve ser mediada pelo Ministério da Trabalho através de investimento na fiscalização de ambientes trabalhistas periodicamente, objetivando garantir os direitos trabalhistas previstos na constituição. Nessa conjuntura, pode-se criar, também, uma coligação com o Ministério da Cultura, destinando verbas para promover campanhas televisivas conscientizadoras acerca da importância da denúncia de atos discriminatórios e de ambientes de trabalho precários. Uma nação que apresenta uma comunidade inclusiva, soltas das correntes provenientes do período escravocrata, obtêm progresso.