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    Em 2005, foi lançada no Brasil a revista RAIZ., resultado de uma parceria do Ministério da Cultura com o Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento. Embora seja um grande avanço na acessibilidade à informação, a dominação majoritária da indústria cultural prejudica o reconhecimento de um povo e, por consequência, a preservação de sua identidade.
            Primordialmente, a composição sociocultural brasileira é marcada pela fusão entre elementos europeus, africanos e indígenas, dando origem a cultura popular, própria e espontânea de várias regiões do Brasil. Sob esse ponto de vista, é inquestionável a importância da manutenção das tradições locais, no que diz respeito ao seu valor identitário. Em contrapartida, a cultura de massa é produzida entre os meios de comunicação com o intuito de entreter os consumidores, inserindo valores padronizados e homogeneizando a cultura tradicional.
        Em síntese, cultura é uma expressão essencialmente humana de símbolos e costumes herdados. Ao estudar a cultura de um povo é possível compreender a sua história e de que forma houveram movimentos de resistência, por exemplo. Dessa maneira, uma região, uma cidade ou um povo, ao desvalorizar a própria cultura, acaba autossabotando o seu passado e empobrecendo o presente. É válido citar como exemplo da progressiva desvalorização cultural local, as festas juninas no Nordeste, que tornaram-se um grande evento do capital cultural, desprestigiando os cantores e as típicas tradições regionais.
         Por todos esses aspectos, a valorização cultural deve ser viabilizada pelas escolas, responsáveis pela construção da consciência histórico-cultural, e pelas Secretarias de Educação e Cultura, como promotoras de eventos e programações socioeducativas. Também é relevante a circulação de materiais que proporcionem acesso ao conhecimento da história e caráter multicultural do Brasil. Um povo conhecedor de seu passado e da sua cultura, possui a capacidade de resistência.