A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

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    A literatura barroca mostra a clara tentativa de aculturação dos índios. Na contemporaneidade, a valorização da cultura popular é fundamental para a criação da identidade nacional e a não sobreposição da cultura estrangeira em relação à brasileira é imprescindível para a valorização da história do país. 
                A priori, sempre houve uma tentativa de imposição da cultura estrangeira no Brasil. Em primeiro lugar, os portugueses tentaram converter os índios ao catolicismo, como pôde ser visto nos poemas barrocos do padre Antônio Vieira. Posteriormente, o estrangeirismo esteve e está presente na cultura brasileira, nas músicas, nas palavras incorporadas ao português, nos costumes e  hábitos. De fato, o contato com outras culturas é importante do ponto de vista do respeito às diversidades. Entretanto, é preciso atentar-se para que não ocorra a supressão da cultura brasileira e, para tal, é preciso criar mecanismos que valorizem e incentivem a cultura do país, que é rica e diversificada. 
                Outrossim, em decorrência de uma herança histórica, a síndrome do colonizado ainda está presente no Brasil e interfere diretamente na criação e na manutenção da identidade nacional. Nesse contexto, a "Semana de Arte Moderna de 1922" surgiu com o intuito de romper com os velhos ideais e incentivou a exaltação da cultura brasileira. A exemplo disso, tem-se o Movimento Antropofágico, fielmente ilustrado por Tarsila do Amaral na obra "Abopuru" e muito característico de Oswald de Andrade e Anita Mafaltti, cujo objetivo era estruturar uma cultura nacional. Desse modo, a disseminação da cultura regional, como a literatura do cordel é mister para a homogeneização e reafirmação da cultura nacional.  
                A enaltação da cultura popular é essencial para a valorização da cultura do país. Portanto, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve promover a inclusão das mais diversas manifestações populares no ensino básico, com danças, feiras gastronômicas, discussões acerca das religiões, crenças e costumes, a fim de criar raízes culturais e possibilitar a inclusão do indivíduo numa sociedade. Ademais, a instituição escolar deve se alinhar à família em busca do desenvolvimento de valores como respeito e alteridade, com base no diálogo, a partir de debates e palestras, para assim, entender a diversidade cultural do país e por conseguinte, transmiti-lá às futuras gerações.