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    Colonização, preconceito e futuro
        O processo de colonização da América feito pelos europeus teve como característica, entre outras, a ideologia de superioridade em relação aos demais povos, conduzida ainda pelo preconceito e desvalorização de toda a cultura e identidade dessas pessoas. Embora estejam mais presentes na sociedade atual, as descendências populares ainda têm baixa visibilidade e compreensão, sendo usualmente alvos de discriminação. Pela riqueza cultural e ampla participação no histórico brasileiro, a cultura popular torna-se extremamente importante na construção da história brasileira e deve ser valorizada.
       A fim de justificarem a colonização, os europeus abraçaram o ideal de superioridade aos demais povos e, consequentemente, condenaram culturas inteiras à extinção. No Brasil, embora enfraquecida, a soma de muitos povos africanos e indígenas fez prevalecer esses conhecimentos que hoje, em minoria, são alvos de discriminação e desrespeito. Ilustra esse fato a violência e depredação de centros de Candomblé e Umbanda, religiões provindas do Continente Africano e extremamente marginalizadas.
      Ademais, a falta de visibilidade pública para essa parte histórica brasileira faz perdurar a incompreensão e corrobora para a ampliação do preconceito e violência com estes. A saber, os pronunciamentos de presidenciáveis contra essa população com discursos de ódio e apelação para a falta de dignidade destes e ainda, a crítica exacerbada às cotas, que hoje garantem um meio integrador  para a educação dessas pessoas. Em oposição à discriminação, as culturas populares acrescem gamas infinitas para a sociedade brasileira que partem de conhecimentos medicinais e da flora e fauna do país à religiões, trajes, costumes, danças, vestes e alimentação. Ou seja, características fundamentais brasileiras e totalmente discordantes do preconceito e falta de entendimento da população.
       Dessa forma fica exposta a necessidade de valorização da cultura popular na história e atualidade brasileira e ainda a inclusão de medidas para possíveis soluções. Os gestores públicos devem investir nessas população marginalizadas que resguardam as culturas populares, garantindo direitos básicos, vidas dignas e ainda, incluir ao cronograma escolar brasileiro o conhecimento popular a todos, a fim de diminuir o preconceitos e a discriminação e garantir a perpetuação dessa gama de sabedoria. É importante ressaltar que toda sociedade teve um passado no qual cometeu erros e aprendeu com estes.