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    Em 517 anos de Brasil, estabelecer a identidade de nossa cultura mostrou-se um processo de construção histórica, impulsionado por momentos como a Independência, em 1822, e o governo nacionalista de Getúlio Vargas, na década de 1930. A miscigenação e as diferentes religiões são vistas, desde então, como marcas da sociedade plural brasileira, hoje, com grande influência no exterior. Observa-se, entretanto, que, apesar de o forte reconhecimento no cenário internacional, o país ainda é negativamente impactado pela disparidade social e as dinâmicas territoriais.
              Primeiramente, o Brasil possui demasiada importância cultural para a economia e a política externa. Mesmo com a construção da identidade nacional, nas últimas décadas, representando a luta contra a influência europeia ainda existente do período colonial, o país e sua cordialidade foram decisivos para a formação de grupos cooperativos como o BRICS e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Além disso, o fato de não ser tipificado como potência nuclear, nem como ameaça militar, reforça sua característica de conciliação em diversos acordos diplomáticos, fundamentada no quarto artigo da Constituição Federal de 1988.
                 Em segunda análise, a segmentação socioeconômica e as dinâmicas de território são fatores que se manifestam na história do povo brasileiro. O forte investimento do governo apenas em regiões específicas, como Sudeste e Sul, possui como consequência o empobrecimento cultural e financeiro de diversas outras localidades. Com isso, a miscigenação presente, no Brasil, acaba sendo erroneamente hierarquizada e atrelada às relações de poder. É imprescindível, então, que a importância da cultura popular, assim como seu processo de construção histórica, seja efetivamente disseminada entre os cidadãos, por meio de ações conjuntas entre o governo e a sociedade civil.
                 Por conseguinte, urge que que a população utilize os canais de comunicação para denunciar ao Poder Publico os casos de preconceito contra as diferentes regiões e classes sociais, de modo que esses sejam criminalmente penalizados e seja garantida, assim, a defesa da igualdade presente no quinto artigo da Constituição Federal. Ademais, as instituições de ensino, em parceria com diferentes veículos midiáticos, devem reforçar a importância da pluralidade social em nosso país, por meio de campanhas e palestras que estimulem o sentimento nacionalista e reiterem a relevância de nossa cultura no contexto mundial. Dessa forma, a identidade do povo brasileiro será construída de maneira positiva e democrática.