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    No dicionário tem-se cultura como um conjunto de conhecimentos adquiridos a partir da sociedade da qual o indivíduo é membro. Nesse sentido, a cultura é responsável pela noção de pertencimento e pelo senso de identidade do cidadão, sendo de extrema importância para delimitar o futuro das nações.No Brasil, a cultura popular é oriunda da diversificação dos povos formadores do país, no entanto, certas ''peças'' dessa composição não recebem seu devido valor por padrões impostos na sociedade, ocasionando a desvalorização e prejudicando a construção da história nacional.
           Segundo Antonio Gransci, os grupos socialmente dominantes impõem seus valores sobre os outros (Hegemonia Cultural). Sendo assim, desde o imperialismo europeu, em que essas nações se declararam superiores às outras, o mundo tente a valorizar costumes eurocêntricos e desprezar outras culturas ricas por não estarem no padrão social dominante.A formação da história brasileira é marcada pela diversidade e miscigenação cultural entre europeus, indígenas e africanos, no entanto, esses últimos, apesar da grande presença e importância, recebem rótulos pejorativos e, às vezes, preconceitos pela população, como a cultura africana com a capoeira e a indígena com seus cultos religiosos. Uma maior divulgação da relevância e da magnitude dessas culturas,ressignificando as matrizes formadoras, é necessária em vista à valorização e à construção da história do país.
          As constantes tentativas dos meios de comunicação estabelecer uma unificação da cultura de massa são, também, responsáveis pela permanência da noção de hegemonia cultural na população. Em contraponto a essas tentativas, as escolas tentam dar devido valor às culturas formadoras, pois , assim como o corpo humano, a sociedade precisa de equilíbrio para realizar suas funções adequadamente (homeostase). A necessidade de leis como a do dia da Consciência Negra e a do ensino obrigatório da história e cultura africana revela quão difícil é estabelecer esse equilíbrio. Consoante Voltaire, educar mal um jovem é dissipar capital e preparar perdas à sociedade, logo, é preciso formar cidadãos comprometidos com o bem coletivo a fim de alcançar o equilíbrio social.
              Dessa forma, a valorização dos costumes adquiridos faz-se necessária, pois são essas raízes que determinam o futuro das nações. Portanto, o IPHAN (Instituto Do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) deve, além de preservar e fiscalizar, divulgar bens culturais do Brasil por campanhas midiáticas com fins socioeducacionais, com intuito de dar a esses valorização cabível. Ademais, as escolas devem incorporar as diretrizes curriculares de estudo da cultura africana como determina a lei e, além disso, essas precisam realizar campanhas e palestras periodicamente para a conscientização dos jovens, já que, como disse Kant, ''o ser humano é aquilo que a educação faz dele''.